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Você Não é Burro — Seu Cérebro Foi Reprogramado Para Não Conseguir Ler Mais Um Livro Inteiro

  Por que você não consegue mais terminar um livro? Você já começou um livro com entusiasmo genuíno e, poucas páginas depois, sentiu uma vontade incontrolável de checar o celular? Esse fenômeno, cada vez mais comum entre adultos e jovens, não é sinal de burrice, fraqueza intelectual ou falta de disciplina. É o resultado mensurável de uma mudança estrutural profunda no modo como nosso cérebro processa informação — provocada, em grande parte, pelo consumo massivo de microvídeos. Primeiramente, precisamos reconhecer a gravidade dessa perda. A leitura profunda não é apenas hábito cultural nostálgico — ela é habilidade cognitiva complexa, construída ao longo de anos, e hoje sendo silenciosamente desmontada por um ambiente digital hostil à concentração sustentada. O que os microvídeos estão fazendo com sua capacidade de concentração? Como especialista em Letras, é impossível não lamentar o que está sendo perdido: a leitura profunda desenvolve repertório analítico, vocabulário s...

Caminhos e Escolhas

Na vida temos caminhos e escolhas.
Muitos escolhem viver na perspectiva de que a melhor opção é aquela baseada na visão de que: “ninguém me deve coisa alguma”, quando são vítimas de algum mal feito por outra pessoa.
Talvez essa seja uma visão míope, uma vez que esconde uma tendência egoísta e vingativa. Uma escolha baseada simplesmente em intuições e remorsos.
E isso torna a pessoa cada vez mais distante de outras pessoas, pois algumas vezes, em resposta ao mal sofrido, o indivíduo se torna um freezer ambulante, incapaz de responder de forma positiva ao mundo; incapaz de mostrar compaixão, incapaz de dar carinho, e agir de forma graciosa com aqueles que vivem sem a capacidade da graça.
Outras vezes é o contrário, a frieza se transforma em violência, é a hora em que todo o mundo é responsável pelo infortúnio do indivíduo. E nessa hora o mundo se torna um campo de guerra, onde as pessoas têm que pagar de alguma forma pela injustiça sofrida.
E as coisas ao redor não mudam, pois dentro de si, essas pessoas não mudaram também. Escolheram mal. Escolheram viver de forma a mostrar que não houve uma transformação dentro de si, contrariando o ensinamento que Jesus deu aos fariseus e saduceus: “Façam coisas que mostrem que vocês se arrependeram dos seus pecados” (Mateus 3. 8).
Na perspectiva bíblica, aprendemos que o ser humano só se torna humano quando aprende que o que valida sua vida em relação ao outro, é a visão de ser devedor de amor a esse mundo.
A Bíblia diz: “Não fiquem devendo nada a ninguém. A única dívida que vocês devem ter é a de amar uns aos outros.” (Romanos 13. 8).
A decisão de amar cabe somente a mim. E independe do outro entender o que eu estou fazendo, ou até mesmo dele querer fazer o mesmo.
Alguém já disse que um gesto vale mais que mil palavras.
A capacidade de amar e demonstrar esse amor depende muito do que eu entendo como graça sobre minha vida. Se eu percebo e entendo que não sou merecedor desse Amor maior, que foi demonstrado na cruz, por Jesus. Sou capaz de agir como aquela mulher que se jogou aos pés de Jesus e pode ouvir Ele dizer: “Por isso te digo: Perdoados lhe são os pecados, que são muitos; porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama” (Lucas 7. 47).
Sim, atitudes falam mais que palavras.
As palavras são apenas complemento daquilo que eu expresso através de minhas atitudes: “pois quem ama ao próximo tem cumprido a lei” (Romanos 13. 8b).
As decisões dependem só e unicamente de mim.