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Por que Você Liga a TV Mesmo Sem Assistir? O Que Eeu Medo do Silêncio Revela Sobre Você

  Por que você liga a TV mesmo quando não vai assistir a nada? Você já reparou que, mesmo sem intenção real de assistir, você liga a TV, abre um vídeo qualquer ou coloca um podcast só para "ter som" no ambiente? Esse hábito, tão comum que raramente questionamos, revela algo mais profundo do que simples preferência por ruído de fundo. Ele expõe uma dificuldade real e crescente: a incapacidade de tolerar o silêncio absoluto — e, por extensão, o próprio vazio interior que esse silêncio inevitavelmente revela. Primeiramente, precisamos reconhecer que esse comportamento não é neutro. Preencher cada momento de silêncio com estímulo sonoro constante é, muitas vezes, uma estratégia inconsciente de evitação — um mecanismo de defesa contra algo que preferimos não encontrar quando tudo fica quieto. O que realmente encontramos quando o silêncio finalmente chega? Todavia, o que exatamente tememos encontrar nesse silêncio? A Psicanálise nos oferece uma resposta perturbadoramente ...

A Paz Do Evangelho Como Sandálias Para Os Pés

O tema central da carta de Paulo aos Efésios é o propósito eterno de Deus. Ele deixa bem claro que Jesus Cristo é a cabeça da Igreja, e que a Igreja é formada a partir de muitas nações e raças.

Isso, por conseguinte isso fez com que o Cristianismo se aculturasse. E as pessoas que vão se achegando a ele, trazem resíduos de suas religiões, que podem ser as magias, as superstições, suas formas de paganismo e seus costumes.

Muitas igrejas não admitem o uso da razão, mas somente a fé; não admitem o estudo, mas somente a inspiração divina. E por isso ficam expostas a esses aspectos que vão sendo acrescentados. Formando a religiosidade popular, com suas crenças e teologias que são muito diferentes da teologia oficial.

Isso acontece principalmente nas camadas mais pobres, onde muitas igrejas incentivam o sacerdócio leigo, onde o que importa não é a instrução, mas a experiência religiosa, a obediência ao líder, que não pode ser contrariado, e o crescimento do grupo.

Mas o Evangelho nos mostra que a religião internalizada pede uma participação consciente e deliberada, ou seja, analisada pelo fiel. É isso o que Paulo ensina aos romanos ao escrever: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12. 1).

Quem acha que essas coisas trazem prejuízo à fé, precisa rever seus conceitos. Pois no grego, “logikên latreian”, ou seja, “culto racional”, também pode ser entendido como “culto lógico”.

A preocupação de Paulo é mostrar aos crentes em Roma a necessidade de realmente entender a natureza de sua fé. 


Ao contrário do que vemos hoje, muitos indo aos cultos para sentir a presença de Deus, Paulo está mais interessado em que os crentes se questionem a respeito de sua fé e encontrem respostas racionais para seus questionamentos. Questionamentos como: Por que estou aqui? Quem me trouxe aqui? O que vim fazer aqui? O que estão me ensinando é verdade? 

O contrário do racional é o irracional. E é isso que tem acontecido na maioria das igrejas hoje. E em cultos assim é impossível seguir o que está escrito. E para que se entenda o que está escrito é preciso racionalidade: “Tudo, porém, seja feito com decência e ordem” (1 Coríntios 14. 40).

Para que o Espírito Santo possa agir é preciso equilíbrio. E o que encontramos atualmente é um grande descontrole emocional.

Preocupado com questões assim, em que o diabo tem grande oportunidade de agir, Paulo orienta aos crentes de Éfeso que calcem os pés com a “preparação do evangelho da paz” (Efésios 6. 15). Ou seja, ter a mente preparada com a preparação produzida pelo Evangelho.

Somente o Evangelho pode nos preparar para o combate espiritual.

Na época de Paulo, os soldados romanos corriam descalços no campo de luta. Mas havia ocasiões em que o guerreiro corria calçado, com sandálias nos pés. Era quando o inimigo colocava objetos pontiagudos no solo. As sandálias eram usadas para que o soldado não se ferisse.

A lição que podemos tirar disso é que assim como as sandálias protegiam os pés dos soldados, da mesma forma uma mente preparada pelo Evangelho nos protegerá.

A proposta do Evangelho é vida e paz (Romanos 14. 17). Mas, muita coisa que não é Evangelho tem entrado na igreja sem que percebêssemos.


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