Post Em Destaque

O Trauma No Divã E A Cura Das Memórias: Como Superar As Recordações Que Nos Matam

  Você já sentiu como se um acontecimento doloroso da sua infância continuasse a ditar as suas escolhas, medos e reações no dia de hoje? É assustador perceber que, mesmo após décadas, certas feridas do passado teimam em sangrar no nosso presente. Primeiramente, precisamos reconhecer que a nossa mente humana não esquece os impactos emocionais profundos, apenas os esconde em caixas trancadas. A obra-prima "ODivã", de Roberto Carlos , funciona como uma radiografia poética e dolorosamente real desse processo de adoecimento psíquico. É angustiante notar como o eu lírico revisita a casa com varanda e as flores na janela com uma saudade misturada ao sofrimento do trauma. Em contrapartida, tentar abafar esses gritos internos sem o devido tratamento só prolonga o ciclo de repetição das nossas dores emocionais. Neste artigo, convido você a deitar-se comigo no divã da reflexão para desvendar os mistérios da memória e do sofrimento. Vamos entender como a neurociência, a psicanálise...

A Didática de Deus – Parte 1

Há alguns anos comprei um micro-ondas para minha esposa, o que trouxe alguns benefícios, como a redução nos tempos de processamento dos alimentos e na economia de energia.

Tudo simples e rápido. A preparação dos alimentos baseado na expectativa de uma relação entre pessoa e comandos, como ligar e desligar, aumentar e diminuir. Relação que já faz parte e está presente nas diversas situações cotidianas.

Ainda mais se tratando de uma geração imediatista, intolerante e ansiosa. E isso por si só já é um problema. Problema?

Pois é, uma boa pergunta a se fazer: Quais podem ser as causas do fracasso generalizado na resolução de problemas?

Eu arriscaria dizer que é a falta do pensar. Do raciocinar. Do questionar.

Tanto para os problemas cotidianos vividos por nós a cada dia, sejam nacionais, pessoais, emocionais, espirituais, não importa. Precisam ser analisados. Mas a dita tecnologia parece ter carbonizado de nossa mente essa capacidade de raciocinar.

Para tudo se quer uma solução “micro-ondas”. Como se bastasse ligar ou desligar um botão. E assim não é possível crescer em conhecimento, em sabedoria, em espiritualidade... Em nada. Ou melhor, talvez se possa crescer na comodidade e no formalismo apático.

Mas será essa a ideia que Deus tinha para o ser humano? Um ser que balança a cabeça concordando com tudo que lhe é ensinado? Sem ânimo de questionar? Sem direito a ter dúvidas? Apenas respondendo sim mecanicamente as instruções recebidas de terceiros?

Se assim for, qual o sentido de Deus ter criado a mente humana e ter dado ao homem o direito ao livre arbítrio? E se ela não tem nenhuma utilidade, apenas ao fazer esta pergunta eu já estarei pecando.

Tudo que eu disse até agora tem como finalidade exercitar você para resultados que possam atuar na forma de você ter uma tomada de consciência, e o leve a um debate intenso entre você e sua alma.

Desculpe-me o que vou dizer agora, mas preciso dizer, pode acontecer de algum idiotado dizer: “Isso é heresia”. Sinto muito, heresia é o que estão fazendo hoje do Evangelho que Jesus pregou, simples e descomplicado, estão transformando numa religião cheia de regras e dogmas. Uma religião baseada apenas nas emoções, e na submissão ao líder. O que na verdade não é novo, apenas está se repetindo.


Voltemos então ao nosso assunto.

Um debate exige consciência, requer raciocínio. Se não posso usar minha mente, deste modo, os problemas, ao invés de contribuírem para uma aprendizagem significativa, ajudando a romper com visões confusas, favorecem seu desenvolvimento.

Pois sentimentos não nos faz crescer. Não ajuda a resolver problemas. Sentimentos são apenas as sensações que nós podemos sentir nas situações que vivenciamos. Mais poeticamente falando, sentimento é a linguagem que o coração usa quando precisa mandar algum recado.

Mas para se resolver problemas é preciso questionamento. E o resultado positivo só ocorre quando se chega a resultados corretos.

Veja o que Marcos registra no seu Evangelho, um relato do que Jesus disse a um grupo de pessoas de seu tempo: “Então Jesus os admoestou: “Não é sem motivo que errais tanto, pois não compreendeis as Escrituras nem o poder de Deus!”” (Marcos 12. 24 - Bíblia King James Atualizada).

Errais por não conhecer (razão), por não examinar (razão). Não foi dito: “errais por não sentires”.

Quais podem ser as causas do fracasso generalizado na resolução de problemas?


Leia também: