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Castigo Isonômico na Bíblia — Entenda o Que é Justiça Proporcional Segundo as Escrituras

A palavra “justiça” costuma despertar muitas emoções — especialmente quando vemos injustiças todos os dias. Mas será que sabemos o que é justiça verdadeira à luz da Bíblia? Um conceito importante para entender isso é o do castigo isonômico , expressão que une duas ideias fundamentais: punição e igualdade . O que significa castigo isonômico O termo “castigo isonômico” vem do princípio jurídico da isonomia , que significa igualdade perante a lei . Em palavras simples, trata-se de punir com justiça, sem privilégios ou discriminações. Esse princípio se resume em duas regras básicas: Tratar igualmente os iguais: quem comete o mesmo erro, nas mesmas condições, deve receber a mesma punição. Tratar desigualmente os desiguais, na medida da desigualdade: a pena deve ser proporcional à gravidade do erro e às circunstâncias do caso. Em outras palavras, o castigo isonômico busca equilíbrio: nem rigidez cega, nem impunidade; mas justiça que leva em conta as dife...

A Justificação - Soteriologia - Parte 6. - E.T.


Durante alguns meses falamos sobre a Justificação. Espero que tenha ficado claro que o meio, condição ou causa instrumental da justificação é a fé.

A fé é o elo, o vinculo, o laço entre o crente e Cristo. A fé não é o fundamento da justificação, porque a fé do crente é imperfeita; não expia a culpa; não remove o castigo ou penalidade; não é da natureza da expiação.

Mas a fé nos une a Cristo e a união com Cristo resulta em justificação.

“Portanto, havendo sido justificados pela fé...” (Romanos 5.1 – Bíblia King James).

“Concluímos, portanto, que o ser humano é justificado pela fé, independentemente da obediência à Lei” (Romanos 3.28 - Bíblia King James).

“Visto que há um só Deus, que pela fé justificará os circuncisos e os incircuncisos.” (Romanos 3.30 - Bíblia King James). “A justiça que vem de Deus pela fé”. “De Deus”, como fonte; “pela fé”, como instrumento.


Há aqueles que por conta da antinomia (Doutrina que ensina a união de dois princípios que apesar de parecer contraditórios ou em tensão entre si, são considerados igualmente verdadeiros. Um exemplo disso é a crença tanto na soberania absoluta de Deus quanto no livre-arbítrio humano. Embora os dois conceitos sejam considerados verdadeiros), discutiram, apresentando Tiago 2.21 e 2.24, como uma contradição ao que o apostolo Paulo disse em sua carta aos romanos.

Tiago diz: “Porventura o nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras?” (Tiago 2.21 – Bíblia NAA); “Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé” (Tiago 2.24 – Bíblia NAA).

Entretanto, Tiago não contradiz a Paulo. Tiago não está discutindo a natureza da verdadeira fé. Ele está combatendo o antinomianismo; ele está denunciando uma fé falsa, suposta, inautêntica; ele está mostrando a relação da fé com as obras; está provando que somos justificados somente pela fé que produz boas obras. Uma fé que obra, em contraste com uma fé morta.


Tiago está dizendo que somos justificados só pela fé, mas não pela fé sozinha, isto é, sem ser acompanhada de obras.

 Essas obras são resultados do efeito da justificação em nos, que resulta em: Remissão de pecado, Aceitação diante de Deus. Direito a vida eterna. Aumento da graça para a santificação. Paz com Deus: Portanto, havendo sido justificados pela fé, temos paz com Deus, por meio do nosso Senhor Jesus Cristo, (Romanos 5.1 – Bíblia King James).


A Justificação inclui não somente absolvição, mas direito à recompensa (que também deve ser incluído nos efeitos da Justificação).

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