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Você Não é Burro — Seu Cérebro Foi Reprogramado Para Não Conseguir Ler Mais Um Livro Inteiro

  Por que você não consegue mais terminar um livro? Você já começou um livro com entusiasmo genuíno e, poucas páginas depois, sentiu uma vontade incontrolável de checar o celular? Esse fenômeno, cada vez mais comum entre adultos e jovens, não é sinal de burrice, fraqueza intelectual ou falta de disciplina. É o resultado mensurável de uma mudança estrutural profunda no modo como nosso cérebro processa informação — provocada, em grande parte, pelo consumo massivo de microvídeos. Primeiramente, precisamos reconhecer a gravidade dessa perda. A leitura profunda não é apenas hábito cultural nostálgico — ela é habilidade cognitiva complexa, construída ao longo de anos, e hoje sendo silenciosamente desmontada por um ambiente digital hostil à concentração sustentada. O que os microvídeos estão fazendo com sua capacidade de concentração? Como especialista em Letras, é impossível não lamentar o que está sendo perdido: a leitura profunda desenvolve repertório analítico, vocabulário s...

A Justificação - Soteriologia - Parte 2 - E.T.

No mês passado vimos que a justificação pela fé é doutrina fundamental da Reforma, e falamos o porquê disso. Falamos também que há duas teorias sobre a natureza da justificação: a teoria subjetiva, ou moral e a teoria objetiva, ou forense. Explicamos qual a diferença entre elas, e mostramos quais os seguimentos religiosos estão ligados a cada teoria.

Neste e nos próximos posts estaremos mostrando qual das teorias é a mais bíblica.



Para começarmos mostraremos a definição de Justificação do ponto de vista do:

A)   Breve Catecismo, 33: “Justificação é um ato da livre graça de Deus no qual Ele perdoa todos os nossos pecados, e nos aceita como justos diante de Si, somente por causa da justiça de Cristo a nós imputada e recebida só pela fé.”.

B)   Católico-Romana: “Justificação não é apenas remissão de pecado, mas também a santificação e renovação do homem interior.”.

C)  Definição Armeniana: “Justificação é “remissão de pecado”, “uma sentença de perdão” (Institutes, por Watson).

“A noção clara das Escrituras sobre justificação é perdão dos pecados” (Obras, de Wesley).

D)  Ponto de vista Sociniano ou Unitário: “Jesus Cristo por sua vida e exemplo, ganha os homens para a fé em Deus. Esta fé coloca os homens numa relação filial para com Deus, com a consequente mudança moral. Esta retificação da vida pela fé é justificação. Não há expiação nem justiça imputada, mas uma mudança subjetiva, que afeta antes o estado moral, do que o estado legal do homem.


Como vimos anteriormente, há duas teorias, e realmente apenas duas, sobre a natureza da Justificação. Elas estão apresentadas nas definições acima.

De um lado estão os Católicos Romanos, os Socinianos ou Unitários e as escolas a que se dá o nome geral de Nova Teologia. Do outro lado estão as Igrejas Luteranas, Reformadas, Calvinistas e Arminianas.

Entretanto, a Igreja Católica Romana se acha dos dois lados, ensinando justificação mediante justiça inerente, mas admitindo também o lado forense da transação, baseado no sacrifício expiatório de Cristo. A ideia católico-romana de justificação inclui também a ideia de santificação. Isto causa confusão na discussão.

Por agora é isto. Voltaremos a falar mais sobre o tema no próximo mês.

Até lá. Deus lhe abençoe.


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