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Castigo Isonômico na Bíblia — Entenda o Que é Justiça Proporcional Segundo as Escrituras

A palavra “justiça” costuma despertar muitas emoções — especialmente quando vemos injustiças todos os dias. Mas será que sabemos o que é justiça verdadeira à luz da Bíblia? Um conceito importante para entender isso é o do castigo isonômico , expressão que une duas ideias fundamentais: punição e igualdade . O que significa castigo isonômico O termo “castigo isonômico” vem do princípio jurídico da isonomia , que significa igualdade perante a lei . Em palavras simples, trata-se de punir com justiça, sem privilégios ou discriminações. Esse princípio se resume em duas regras básicas: Tratar igualmente os iguais: quem comete o mesmo erro, nas mesmas condições, deve receber a mesma punição. Tratar desigualmente os desiguais, na medida da desigualdade: a pena deve ser proporcional à gravidade do erro e às circunstâncias do caso. Em outras palavras, o castigo isonômico busca equilíbrio: nem rigidez cega, nem impunidade; mas justiça que leva em conta as dife...

A Justificação - Soteriologia - Parte 2 - E.T.

No mês passado vimos que a justificação pela fé é doutrina fundamental da Reforma, e falamos o porquê disso. Falamos também que há duas teorias sobre a natureza da justificação: a teoria subjetiva, ou moral e a teoria objetiva, ou forense. Explicamos qual a diferença entre elas, e mostramos quais os seguimentos religiosos estão ligados a cada teoria.

Neste e nos próximos posts estaremos mostrando qual das teorias é a mais bíblica.



Para começarmos mostraremos a definição de Justificação do ponto de vista do:

A)   Breve Catecismo, 33: “Justificação é um ato da livre graça de Deus no qual Ele perdoa todos os nossos pecados, e nos aceita como justos diante de Si, somente por causa da justiça de Cristo a nós imputada e recebida só pela fé.”.

B)   Católico-Romana: “Justificação não é apenas remissão de pecado, mas também a santificação e renovação do homem interior.”.

C)  Definição Armeniana: “Justificação é “remissão de pecado”, “uma sentença de perdão” (Institutes, por Watson).

“A noção clara das Escrituras sobre justificação é perdão dos pecados” (Obras, de Wesley).

D)  Ponto de vista Sociniano ou Unitário: “Jesus Cristo por sua vida e exemplo, ganha os homens para a fé em Deus. Esta fé coloca os homens numa relação filial para com Deus, com a consequente mudança moral. Esta retificação da vida pela fé é justificação. Não há expiação nem justiça imputada, mas uma mudança subjetiva, que afeta antes o estado moral, do que o estado legal do homem.


Como vimos anteriormente, há duas teorias, e realmente apenas duas, sobre a natureza da Justificação. Elas estão apresentadas nas definições acima.

De um lado estão os Católicos Romanos, os Socinianos ou Unitários e as escolas a que se dá o nome geral de Nova Teologia. Do outro lado estão as Igrejas Luteranas, Reformadas, Calvinistas e Arminianas.

Entretanto, a Igreja Católica Romana se acha dos dois lados, ensinando justificação mediante justiça inerente, mas admitindo também o lado forense da transação, baseado no sacrifício expiatório de Cristo. A ideia católico-romana de justificação inclui também a ideia de santificação. Isto causa confusão na discussão.

Por agora é isto. Voltaremos a falar mais sobre o tema no próximo mês.

Até lá. Deus lhe abençoe.


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