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Você Não é Burro — Seu Cérebro Foi Reprogramado Para Não Conseguir Ler Mais Um Livro Inteiro

  Por que você não consegue mais terminar um livro? Você já começou um livro com entusiasmo genuíno e, poucas páginas depois, sentiu uma vontade incontrolável de checar o celular? Esse fenômeno, cada vez mais comum entre adultos e jovens, não é sinal de burrice, fraqueza intelectual ou falta de disciplina. É o resultado mensurável de uma mudança estrutural profunda no modo como nosso cérebro processa informação — provocada, em grande parte, pelo consumo massivo de microvídeos. Primeiramente, precisamos reconhecer a gravidade dessa perda. A leitura profunda não é apenas hábito cultural nostálgico — ela é habilidade cognitiva complexa, construída ao longo de anos, e hoje sendo silenciosamente desmontada por um ambiente digital hostil à concentração sustentada. O que os microvídeos estão fazendo com sua capacidade de concentração? Como especialista em Letras, é impossível não lamentar o que está sendo perdido: a leitura profunda desenvolve repertório analítico, vocabulário s...

Procura-se Um Amigo


“Não chamo vocês de escravo porque o escravo
não sabe o que seu dono faz; mas chamo de amigos,
pois tenho dito a vocês tudo o que ouvi de meu Pai”
(João 15:15).

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimento, basta ter coração.

Precisa saber falar e saber calar; sobretudo, saber ouvir.

Tem que gostar de poesia, da madrugada, de pássaros, do sol, da lua, do canto do vento e do murmúrio das brisas.

Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.

Deve amar ao próximo e respeitar a dor que todos os passantes levam.

Deve guardar segredo em se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem mesmo é imprescindível que seja de segunda mão; pode já ter sido enganado (todos os amigos são enganados).

Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro, mas não deve ser vulgar.

Deve ter um ideal e medo de perdê-lo; no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa.

Tem que ter ressonâncias humanas; seu principal objetivo deve de ser amigo; deve sentir pena 
das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.

Deve ser Dom Quixote, sem, contudo desprezar Sancho Pança.

Deve gostar de crianças, lastimar as que não puderem nascer e as que não puderam viver.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos; que se comova quando chamamos de amigo; que saiba conversar de coisas simples, de orvalho, de grandes chuvas e de recordações da infância.

Precisa-se de um amigo para não enlouquecer, para se contar o que se viu de belo ou de triste, durante o dia dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.

Deve gostar de ruas desertas, de poças de chuva, de caminhos molhados, de beira de estrada, do mato depois da chuva e de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.

Precisa-se de um amigo para se parar de chorar, para não se viver debruçado no passado em busca de memórias queridas.

Precisa-se de um amigo que nos bata no ombro, sorrindo e chorando, mas que nos chame de amigo.

Precisa-se de um amigo que creia em nós.

Precisa-se de um amigo para se ter consciência de que ainda se vive.



Até certo ponto no relacionamento entre Jesus e seus discípulos, Ele os chamou de servos (João12. 26; 13. 13-16). Eram aqueles que recebiam ordens para fazer coisas e ver o que O mestre fazia. Nesse período os discípulos não sabiam qual era o sentido e o propósito das coisas que presenciavam estando junto de Jesus.

Depois de algum tempo Jesus passou a chamá-los de amigos. Significava que o relacionamento tinha se estreitado, pois amigos são aqueles que conhecem o que se passa na vida uns dos outros, eles cultivam forte comunhão e conhecem uns aos outros.

Esse relacionamento foi Jesus quem começou com os discípulos (1 João 4. 10). Começando com a seleção, depois a servidão e terminando com a amizade.

Venha você também conhecer esse time, que é mais do que vencedor (Romanos 8. 37). Venha fazer parte dessa amizade que nos mostra que a vida tem um sentido e de que vale a pena viver. Uma amizade que vai para além da vida que conhecemos hoje.

Uma amizade que vai durar eternamente.


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