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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Ser Cristão #2

Certa vez ouvi contar uma estória, e achei interessante, por isso vou relata-la aqui:

Havia uma congregação e um ministro que cuidava muito bem de seus fieis. Todos o amavam e respeitavam pela sua sinceridade, honestidade e princípios morais.

Certa vez uma de suas fieis o procurou para pedir sua orientação sobre algo que ela havia feito. Ele a levou para dentro da congregação e conversou com ela. E como era muito sincero, falou o que aquela mulher precisava ouvir.

Ela, porém, não ficou satisfeita com os conselhos que o ministro lhe falou. Sentiu-se ofendida e resolveu sair dali e falar o que o ministro lhe fizera sentir.

Ela espalhou falsas acusações por onde passava e a notícia se espalhou por toda a cidade e pelo estado. Com isso a congregação foi diminuindo e o ministro vendo o povo sumir sem entender o que se passava.

Até que um dia, outra fiel vendo a tristeza do ministro, foi até ele e falou o que tinha acontecido. Ele então procurou alguns dos fieis que haviam saído da igreja e falou sobre o mal entendido. Alguns que o conheciam voltaram prontamente após saberem o que na verdade havia acontecido. Outros que moravam um pouco mais distante, e que aos poucos iam conhecendo a verdade, também voltaram. Mas aqueles que moravam em outras cidades, e que haviam se afastado e não mais tiveram contato com o ministro, e nem com ninguém da congregação, permaneceram na sua ignorância.

A mulher, responsável por toda aquela situação, arrependida, foi procurar o ministro para lhe pedir o perdão. Então ele a recebeu, levou a mulher até o jardim, pegou uma flor dente-de-leão, e depois a chamou até o alto da congregação, onde entregou a flor à mulher e pediu para que ela a soprasse. E ao sopra-la a flor ia aos poucos perdendo suas sementes. Até que não sobrou uma.

Algumas dessas sementes caíram próximas aos pés da mulher, outras voaram e caíram no jardim da congregação, outras passaram pelo muro e caíram na rua, outras voaram ainda mais distantes e passaram por cima das casas vizinhas, sem que se pudesse saber onde elas cairiam.


O ministro e a mulher observaram toda essa cena. A mulher não entendeu nada daquilo e voltou a perguntar se o ministro a perdoava e o que ela poderia fazer para se redimir.

O ministro olhou para o chão, vendo as sementes de dente-de-leão ali caídas e disse:

- É possível você recolher todas as sementes dessa flor que você soprou?
- Não senhor. Pois algumas delas foram para muito distante e eu não sei onde caíram. – Respondeu a mulher.
- Pois é minha filha, apesar de perdoar você, eu terei de viver com as consequências do seu ato.

Essa estória reflete muito bem o que ensinou Tiago em sua carta:

“Meus irmãos, somente poucos de vocês deveriam se tornar mestres na Igreja, pois vocês sabem que nós, os que ensinamos, seremos julgados com mais rigor do que os outros. Todos nós sempre cometemos erros. Quem não comete nenhum erro no que diz é uma pessoa madura, capaz de controlar todo o seu corpo. Até na boca dos cavalos colocamos um freio para que nos obedeçam e assim fazemos com que vão aonde queremos. Pensem no navio: grande como é, empurrado por ventos fortes, ele é guiado por um pequeno leme e vai aonde o piloto quer. É isto o que acontece com a língua: mesmo pequena, ela se gaba de grandes coisas.

Vejam como uma grande floresta pode ser incendiada por uma pequena chama! A língua é um fogo. Ela é um mundo de maldade, ocupa o seu lugar no nosso corpo e espalha o mal em todo o nosso ser. Com o fogo que vem do próprio inferno, ela põe toda a nossa vida em chamas. O ser humano é capaz de dominar todas as criaturas e tem dominado os animais selvagens, os pássaros, os animais que se arrastam pelo chão e os peixes. Mas ninguém ainda foi capaz de dominar a língua. Ela é má, cheia de veneno mortal, e ninguém a pode controlar.” (Tiago 3.1-8).

Ser cristão é ser como a flor dente-de-leão, que apesar de ser pequena e sensível, faz com que suas sementes voem para encontrar um lugar para cair e brotar. Fazendo com que as crianças fiquem felizes em brincar de soprá-las.

Esta flor é uma bela e simples obra da natureza criada por Deus para enfeitar o mundo. Sejamos crentes maduros capazes de frear nossa língua e enfeitar a vida daqueles que carecem de nossa compaixão. 

E nunca se esqueça que a calúnia é igual a carvão, quando não queima suja.

Leia também:
Ser Cristão #1.