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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Nos Bastidores da Religião

Nas últimas semanas tenho pensado muito nas coisas que tem acontecido no mundo. Na crise do mundo. ´

Estamos também em crise dentro de nosso país... De nossa casa.

É verdade, coisas importantes estão acontecendo no mundo, e muitas vezes a igreja não está lá. Talvez por ter sido ensinada que ela não pertence ao mundo. Ou pela não compreensão do que Jesus quis dizer quando falou “Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo” (João 15.19).

Muitas vezes a igreja está nos bastidores, apenas observando o que ocorre no palco. Fazendo parte em uma peça na qual não tem um papel de verdade. Tem sido apenas uma assistente, alguém que espera e assiste, talvez ajude, mas apenas com detalhes.

A religião está em crise, é o Evangelho de prosperidade versus o Evangelho da cruz. Uma cruz que ninguém quer. Mas uma prosperidade que todos anelam.

Deveria ser inverso, pois Jesus não disse deixem a sua cruz e sigam-me. Ao contrário, Ele disse: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” (Mateus 16.24).

Ao invés de estar desejando ardentemente a prosperidade material, deste mundo, e que ficará aqui para alguém gastar, a igreja deveria está preocupada em dizer, como disse Pedro: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna.” (João 6.68).

Esta é a verdade do Evangelho: onde Jesus está tem palavra de vida eterna. Mas isso tem sido trocado pelas bênçãos instantâneas.


   Pois a igreja se preocupa em parar e pensar na insignificância de suas preocupações e problemas. Sabemos que eles não são insignificantes, pelo menos não para quem os tem. Mas não é motivo de se deixar de crer em Deus e muito menos na eficácia do Evangelho.

Jesus ao pregar o motivo pelo qual veio ao mundo perdeu muito de seus discípulos: “Daquela hora em diante, muitos dos seus discípulos voltaram atrás e deixaram de segui-lo.” (João 6.66).

A cruz faz parte da vida cristã, e mesmo na nossa insignificância, a dor e a perda são fundas e amargas, elas ferem. Então cada um de nós, deveria fazer alguma coisa para melhorar a vida de alguém, para mudar o curso dos eventos, mesmo no sentido mais restrito. Mesmo uma igreja assistente pode fazer algo. Ela pode sair dos bastidores e entrar em cena.

Ontem, domingo, no culto, eu prestei atenção na letra de uma música. Ela dizia o seguinte: “Eu vejo um povo eleito assumindo o seu lugar, prá sua fé compartilhar” - Hosana.

A igreja é chamada para compartilhar a sua fé.

Um amigo certa vez disse: “Sabemos que alguma coisa tem significado para nos quando ela sai do pensamento para o coração e do coração para a ação.”

O mundo está em crise. As palavras de Jesus ecoam em meus ouvidos “Dêem-lhes vocês algo para comer.” (Lucas 9.13).

“Vivemos em uma geração onde, Jesus tem caído pelas ruas.

Eu quero estar no meio daqueles que... que não estão correndo do conflito, mas estão correndo para o conflito. E dizer: “Corra pela tua vida”!

Corra! De evangelhos que focalizam apenas sucesso e prosperidade, Corra!

Corra! Daqueles que usam o nome de Cristo somente para o seu próprio ganho. Corra daqueles que roubam do teu bolso em nome de Jesus. Corra!

Corra de evangelhos que somente estão focalizados no auto-progresso. Corra!

Corra de igrejas onde o homem e não Cristo é glorificado. Corra!

Corra! Corpo de Cristo, corra!”

(Trecho da mensagem de Carter Conlon, pregada no primeiro domingo após a tragédia de 11 de setembro de 2001)

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