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sexta-feira, 1 de abril de 2016

E, Se Não For?

No Evangelho de Mateus encontramos uma pequena oração que Jesus fez no Getsêmani: “E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.” (Mateus 29.39).

Vamos supor que a confiança que Jesus tinha em Deus dependesse Dele livra-lo da cruz. Que valor teria aquela pequena oração?

A consciência do Evangelho simples e puro, nos faz encontrar nas Escrituras o motivo da negativa daquela resposta, pois exatamente aí que se revelou o maior propósito de Deus. O mundo foi salvo por meio Dele, porque Ele não foi salvo.


Em nossos dias a consciência que se tem de Deus é que Ele é um empregado do ser humano pronto a atender as suas exigências. Caso isso não ocorra, Deus deixa de ser deus na vida daquela pessoa.

Por exemplo, você ora para que alguém querido, próximo a você seja curado de uma enfermidade e você confia que será. Mas, se não for? Você ora para alguém ser poupado da morte, e você tem direito de fazer esse pedido. Mas, e se ele não for poupado?

Jesus continuava firme, inquebrantável em sua confiança, apesar de viver no “E, se não for”. Sua fé não repousava em qualquer acontecimento, seja nisso ou naquilo, sua fé repousava em algo imutável, a natureza de Deus.


Deus permanece para sempre! E sua confiança deve está repousada “a despeito de”, quando você não puder esperar “de acordo com”.