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quinta-feira, 12 de junho de 2014

Ninho de Águia

         Às vezes a vida parece nos pregar uma peça.
São momentos que não esperamos. Momentos em que parece que todos os nossos sonhos se desmoronaram. Momentos em que vivemos em cavernas sem que ninguém perceba. Momentos em que os sorrisos vão junto com a dor...
Dor no coração... Dor na alma...
Um coração que chora e sangra.
Mas parece ser assim que se forja o caráter de um homem. No texto de Ângela Morga ela escreve:  


Se a Natureza quer fazer um Homem
E eletrizar o coração de um Homem,
E adestrar à força quer, um Homem,
Se a Natureza quer treinar um Homem
Para cumprir urna genial missão;
E quando quer, de todo o coração,
Criar um Homem tão ousado e grande
Que a sua fama ao mundo inteiro mande
- Observai os seus métodos e caminhos!
Como coroa sempre com espinhos
Aquele com quem ela simpatiza;
Como o desbasta e como o martiriza,
E a poderosos golpes o converte
Num esboço de argila que diverte
Somente a Natureza que o compreende
- Enquanto o torturado coração
Aos céus levanta a suplicante mão! 

 Somos abatidos sem jamais quebrar, somos derretidos sem sermos deixados em paz, e somos convidados a apresentar a nossa luz ao mundo com a arte que nos induz: “pois o Senhor corrige ao que ama, e açoita a todo o que recebe por filho” (Hebreus 12. 6).

 
Nas mãos de Deus somos como águias aprendendo o propósito de sua vida: 

A águia empurrou gentilmente seus filhotes para a beirada do ninho. Seu coração se acelerou com emoções conflitantes, ao mesmo tempo em que sentiu a resistência dos filhotes a seus insistentes cutucões.
“Porque a emoção de voar tem que começar com o medo de cair?” – pensou ela.
O ninho estava colocado bem no alto de um pico rochoso. Abaixo, somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos filhotes.
“E se justamente agora isto não funcionar?” – ela pensou.
Apesar do medo, a águia sabia que aquele era o momento. Sua missão estava prestes a se completar, restava ainda uma tarefa final: o empurrão.
A águia encheu-se de coragem.
Enquanto os filhotes não descobrirem suas asas não haverá propósito para a sua vida.
Enquanto eles não aprenderem a voar não compreenderão o privilégio que é nascer águia. O empurrão era o menor presente que ela podia oferecer-lhes. Era seu supremo ato de amor.
Então, um a um, ela os precipitou para o abismo. E eles voaram! 
(Desconheço a autor). 

“Como a águia ensina os filhotes a voar e com as asas estendidas os pega quando estão caindo, assim o Senhor Deus cuida do seu povo” (Deuteronômio 32. 11 - BLH).
Às vezes as circunstâncias são os meios que Deus utiliza para nos empurrar para o abismo. Pois serão essas circunstâncias que nos farão descobrir que temos “asas para voar”.
      Através das circunstâncias aprenderemos o privilégio de sermos filhos de Deus e compreenderemos a imensidão do seu supremo ato de amor.