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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

A Normalidade do Anormal - Continuação

Tão normal se tornou que o anormal se tornou normal.
Pois dita a mídia que grita cada dia mais alto,
Para as cucas medianas e tidas como intelectualizadas, que é normal
Deixar o contato normal entre homens e mulheres para se
Inflamar cada um por aqueles do mesmo sexo... É normal assim casar?
É normal o ódio? O crime? A matança organizada?
É normal a vingança? A corrupção?
E o que dizer do colarinho branco, que livre vive para
Ver na prisão aquele que por muito menos perdeu sua liberdade?


Isso é normal?
Ver a fome aumentar... Aprender a roubar...
Aprender a lutar... Só porque se vive no gueto?
É normal mentir? A calúnia? É normal a exploração da vida privada?
É o que dizer da tortura? É normal a ditadura?
É normal a opressão? É normal a discriminação social, política,
Racial e religiosa? É normal o fanatismo religioso?

“Eu não entendo a razão
Porque tanta coisa triste
O amor é o grande sentimento
E não matar é o mandamento
Porque então uma guerra existe
Mas que animal estranho é o homem
Que procura a vida prolongar
Permitindo abusos da ciência
Absurdos nucleares
E outras formas de matar”.
 
Se tudo isso é normal... Então não me sinto normal.
Na animalesca normalidade dos normais, me sinto deformado
Dessa normalidade... Me torno anormal!
Na contra mão do mundo eu vou... Caminhando...
E na reflexão dessa minha anormalidade, me encontro na normalidade
Do que Deus considera normal.

“Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que o não serve” (Malaquias 3. 18).


Os textos que se encontram com aspas ( “ ) e também o texto em destaque em cor diferenciada pertencem a letras de músicas do cantor Roberto Carlos).