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O Trauma No Divã E A Cura Das Memórias: Como Superar As Recordações Que Nos Matam

  Você já sentiu como se um acontecimento doloroso da sua infância continuasse a ditar as suas escolhas, medos e reações no dia de hoje? É assustador perceber que, mesmo após décadas, certas feridas do passado teimam em sangrar no nosso presente. Primeiramente, precisamos reconhecer que a nossa mente humana não esquece os impactos emocionais profundos, apenas os esconde em caixas trancadas. A obra-prima "ODivã", de Roberto Carlos , funciona como uma radiografia poética e dolorosamente real desse processo de adoecimento psíquico. É angustiante notar como o eu lírico revisita a casa com varanda e as flores na janela com uma saudade misturada ao sofrimento do trauma. Em contrapartida, tentar abafar esses gritos internos sem o devido tratamento só prolonga o ciclo de repetição das nossas dores emocionais. Neste artigo, convido você a deitar-se comigo no divã da reflexão para desvendar os mistérios da memória e do sofrimento. Vamos entender como a neurociência, a psicanálise...

Adoração Consciente De Uma Emoção Evocada



O salmista certa vez perguntou: “Que posso eu oferecer ao Senhor por tudo o que Ele me tem dado?” (Salmos 116.12).

Não é vergonhoso mostrarmos que dependemos de Deus!

Muitas vezes usamos da evocação, trazendo à memória algo que no passado foi uma aquisição importante. Algo que armazenamos para quando necessário, trazê-la outra vez a tona (Lamentações de Jeremias 3. 21).

Certo dia Jesus passava por uma cidadezinha que ficava ao sul da Judéia. Quem precisava ir da Judéia para a Galiléia precisava passar por essa província de Samaria.

Jesus sentiu sede e parou perto de um poço. Mas isso também foi uma oportunidade para que uma mulher fosse elevada por Ele ao mostrar sua pobreza espiritual, sua fome e sua necessidade. Nada eleva mais o ser humano do que mostrar essas características representadas nessa mulher (João 4:1-41).

A crença dessa mulher estava baseada numa tradição. Em raízes profundas que mostravam as diferenças religiosas entre os judeus e os samaritanos. Mas nesse encontro com Jesus, perto de um poço, Ele mostrou a ela uma perspectiva diferente para a adoração.

Jesus mostrou para ela que o culto em espírito e verdade não acontece num lugar fixo, não era em Jerusalém, também não era em Samaria. O que importa não é onde as pessoas adoram a Deus, e sim como o adoram (João 4. 23, 24).

Adorar a Deus é viver a vida, de modo que enquanto você caminha pelo caminho da fé, ao ar livre, onde existe gente que você possa encontrar; você viva com a consciência de que existe para adorar a Deus, e por isso mesmo busca viver de modo que possa agradá-lo (Efésios 5. 10).

Esse viver vai sendo revelado através do sacrifício de um coração humilde, contrito, grato, e adorador. Uma devoção sincera, de coração, em qualquer hora e lugar.

Ali diante daquela mulher, encostado no poço, Jesus foi sendo saciado não pela água de dali podia sair, suas forças foram sendo revigoradas por prestar ajuda espiritual aquela mulher. Uma carência de sede que se encontra em toda alma carente, pois: “Não só de pão viverá o homem” (Lucas 4.4).

O culto que Deus espera de nós é a nossa resposta de adoração ao Senhor da vida. Uma adoração consciente de uma emoção evocada pelas lembranças do nosso encontro com Ele.

Esse não é um culto que acontece num ritual religioso, e sim um culto que acontece numa vida que expressa a alegria de poder se reconciliar com Deus e por meio Dele, poder se reconciliar também com os homens.