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Você Não é Burro — Seu Cérebro Foi Reprogramado Para Não Conseguir Ler Mais Um Livro Inteiro

  Por que você não consegue mais terminar um livro? Você já começou um livro com entusiasmo genuíno e, poucas páginas depois, sentiu uma vontade incontrolável de checar o celular? Esse fenômeno, cada vez mais comum entre adultos e jovens, não é sinal de burrice, fraqueza intelectual ou falta de disciplina. É o resultado mensurável de uma mudança estrutural profunda no modo como nosso cérebro processa informação — provocada, em grande parte, pelo consumo massivo de microvídeos. Primeiramente, precisamos reconhecer a gravidade dessa perda. A leitura profunda não é apenas hábito cultural nostálgico — ela é habilidade cognitiva complexa, construída ao longo de anos, e hoje sendo silenciosamente desmontada por um ambiente digital hostil à concentração sustentada. O que os microvídeos estão fazendo com sua capacidade de concentração? Como especialista em Letras, é impossível não lamentar o que está sendo perdido: a leitura profunda desenvolve repertório analítico, vocabulário s...

A Fabula da Convivência


No caminho da vida, do nascer até a morte, aprendemos que o homem nasceu não para viver sozinho, mas, para se relacionar.

Tão importante é este tema que pesquisa realizada entre pessoas consideradas como bem sucedidas, mostraram que 87,5% das entrevistadas consideram o bom relacionamento como o segredo do sucesso.

Mas com quem devemos nos relacionar?

O texto a seguir nos dará uma pista:

Há milhões de anos durante uma era glacial, quando parte do nosso planeta esteve coberto por grandes camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram indefesos, por não se adaptarem as condições.

Foi então, que uma grande manada de porco espinho, numa tentativa de se proteger e sobreviver começou a se unir, juntar-se mais e mais.

Assim cada um podia sentir o calor do corpo do outro.

E todos juntos, bem unidos, se agasalharam uns aos outros, aqueciam-se mutuamente, enfrentando por mais tempo aquele frio rigoroso.

Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte.

E afastavam-se, feridos, magoados, sofridos.

Dispersaram-se por não suportarem por mais tempo os espinhos dos seus semelhantes.

Doíam muito...

Mas não foi a melhor solução!

Afastados, separados, logo começaram a morrer de frio, congelados.

Os que não morreram voltaram a se aproximar, pouco a pouco, com jeito, com cuidado, de tal forma que, unidos, cada qual conservava certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem mágoas, sem causar danos e dores uns aos outros.

Assim suportaram-se resistindo à longa era glacial.

Sobreviveram.

É fácil trocar palavras, difícil é interpretar os silêncios!

É fácil caminhar lado a lado, difícil é saber como se encontrar!

É fácil beijar o rosto, difícil é chegar ao coração!

É fácil apertar as mãos, difícil é reter o seu calor!

É fácil conviver com as pessoas, difícil é formar uma equipe!

(Schopenhawer).

Ao ler o texto de Mateus 22. 35-40, que diz: “e um deles, doutor da lei, para o experimentar, interrogou-o, dizendo: Mestre, qual é o grande mandamento na lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”; Aprendemos que devemos nos relacionar com Deus e com as pessoas, sejam elas da família, irmãos ou outra pessoa qualquer, sejam elas pessoas que nos apoiam ou aquela que é considerada como um inimigo.

Viver com uma pessoa que se opõem a nós é muito difícil. Mas é assim que se aprende que relacionamento é viver na prática o amor.

Quer sucesso na vida? Um presidente dos Estados Unidos certa vez disse que o ingrediente mais importante para se obter sucesso é se relacionar bem com as pessoas.

Na vida cristã o bom relacionamento traz a unanimidade. Sem relacionamento isso se torna uma religião oca, vazia, não sobra muita coisa para que ela se caracterize como o corpo de Cristo aqui na terra.