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O Dilema Da Janela E A Ansiedade Da Escolha: Como Encontrar Paz Em Meio Aos Conflitos Internos

  Você já se pegou olhando fixamente pela janela, desejando largar tudo e simplesmente fugir da sua rotina atual? Essa sensação incômoda de que a verdadeira felicidade está sempre em outra estrada, longe de onde estamos, é mais comum do que imaginamos. Primeiramente, precisamos encarar o fato de que a nossa mente humana é uma fábrica incessante de projeções e idealizações futuras. A clássica canção de Roberto Carlos, A Janela , captura com precisão cirúrgica esse eterno cabo de guerra entre o desejo de expansão e o medo do desamparo. É angustiante perceber como oscilamos entre a fantasia da liberdade absoluta e o abraço caloroso, mas às vezes sufocante, da nossa zona de conforto. Em contrapartida, fingir que esse conflito não existe em nosso interior só aumenta a nossa ansiedade e o nosso esgotamento emocional diário. Neste artigo, convido você a sentar-se comigo à janela da alma para analisar as raízes profundas desse choque de opiniões que habita em nós. Vamos descobrir o ...

Um Homem Antigo


(Dedicado às pessoas que nasceram antes de 1945)

Nós nascemos antes da televisão, antes da penicilina, da vacina Sabin, da comida congelada, da fralda descartável, do xerox, do plástico, das lentes de contato e da pílula.
Nós nascemos antes do radar, dos cartões de crédito, da fissão de átomos, do raio laser e das esferográficas.
Antes da máquina de lavar pratos, secadoras de roupa, cobertores elétricos, ar condicionado e antes do homem ir à lua.
Nós casávamos primeiro e só depois morávamos juntos. Gente estranha, não?
Nós nascemos antes dos direitos dos gays, da mulher que trabalha o dia inteiro fora de casa, produção independente dos filhos, dos berçários, das terapias de grupo, dos spas e dos flats.
Nós nunca tínhamos ouvido falar em fita cassete, videocassete, vídeo games, computadores, danoninho e rapazes de brinco.
Nos nossos dias fumava-se cigarro. Erva era para fazer chá, coca era refrigerante, crack era jogador de futebol e pó era sujeira.
Embalo era para a criança dormir, lambada era chicotada, fio dental era para os dentes e malhar era coisa de ferreiro.
Nós nos contentávamos com o que tínhamos. Nós fomos a última geração tão boba a ponto de pensar que se precisava de um marido para ter um bebê.
Por isso estamos confusos e há tanta loucura entre as gerações. Mas nós vivíamos! Vivíamos e continuamos apesar das “invenções”.
Naturalmente que tantas inovações e mudanças se atropelando, não poderiam deixar de causar um choque de gerações.
Foi o que pude verificar quando, conversando com uma colegial, eu lhe disse: “Estou casado com a mesma mulher há 40 anos e nunca deixei de amá-la”.
E a jovem perguntou assustada: “Nossa! 40 anos! E o senhor já contou isso ao seu psiquiatra?”

Autor desconhecido.
Adaptado pelo Dr. Mário de Campos Bueno.

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