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Teologia Reformada E Psicologia: Cristão Pode Fazer Terapia?

A relação entre a fé cristã confessional e as ciências da mente é um dos temas mais debatidos nos âmbitos pastorais e acadêmicos contemporâneos. Quando olhamos para o espectro histórico da herança protestante, surge frequentemente o questionamento sobre como a teologia reformada lida com os dilemas existenciais, emocionais e comportamentais que a psicologia se propõe a diagnosticar e tratar. Para alguns, haveria uma oposição intransponível; para outros, um campo fértil de cooperação discernida. O erro de muitos analistas contemporâneos está em reduzir o pensamento reformado a uma frieza doutrinária que ignora os afetos. Contudo, os grandes credos e os escritos dos puritanos demonstram um profundo interesse pelo funcionamento do coração humano, pelas dores da alma e pelas angústias da mente. O resgate desse legado nos ajuda a posicionar a teologia reformada não como inimiga do conhecimento humano legítimo, mas como a matriz normativa e superior pela qual todas as ciências devem ser...

Um Homem Antigo


(Dedicado às pessoas que nasceram antes de 1945)

Nós nascemos antes da televisão, antes da penicilina, da vacina Sabin, da comida congelada, da fralda descartável, do xerox, do plástico, das lentes de contato e da pílula.
Nós nascemos antes do radar, dos cartões de crédito, da fissão de átomos, do raio laser e das esferográficas.
Antes da máquina de lavar pratos, secadoras de roupa, cobertores elétricos, ar condicionado e antes do homem ir à lua.
Nós casávamos primeiro e só depois morávamos juntos. Gente estranha, não?
Nós nascemos antes dos direitos dos gays, da mulher que trabalha o dia inteiro fora de casa, produção independente dos filhos, dos berçários, das terapias de grupo, dos spas e dos flats.
Nós nunca tínhamos ouvido falar em fita cassete, videocassete, vídeo games, computadores, danoninho e rapazes de brinco.
Nos nossos dias fumava-se cigarro. Erva era para fazer chá, coca era refrigerante, crack era jogador de futebol e pó era sujeira.
Embalo era para a criança dormir, lambada era chicotada, fio dental era para os dentes e malhar era coisa de ferreiro.
Nós nos contentávamos com o que tínhamos. Nós fomos a última geração tão boba a ponto de pensar que se precisava de um marido para ter um bebê.
Por isso estamos confusos e há tanta loucura entre as gerações. Mas nós vivíamos! Vivíamos e continuamos apesar das “invenções”.
Naturalmente que tantas inovações e mudanças se atropelando, não poderiam deixar de causar um choque de gerações.
Foi o que pude verificar quando, conversando com uma colegial, eu lhe disse: “Estou casado com a mesma mulher há 40 anos e nunca deixei de amá-la”.
E a jovem perguntou assustada: “Nossa! 40 anos! E o senhor já contou isso ao seu psiquiatra?”

Autor desconhecido.
Adaptado pelo Dr. Mário de Campos Bueno.

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