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O Ruído Crônico Da Era Digital: Como A Neurociência Explica A Ansiedade E A Busca Por Alívio Mental

Vivemos em uma era de saturação sensorial sem precedentes. Ao acordar, o primeiro gesto de milhões de pessoas é estender a mão para o smartphone, abrindo as portas para um fluxo interminável de notificações, notícias alarmantes, cobranças profissionais e a vida idealizada de terceiros em feeds milimetricamente calculados. Esse bombardeio de estímulos, longe de ser inofensivo, está redesenhando a arquitetura neurológica de nossa sociedade e cobrando um preço altíssimo de nossa saúde mental e de nossa espiritualidade. A sensação difusa de urgência, o cansaço que o sono não cura e a incapacidade de manter o foco em uma leitura linear por mais de alguns minutos são sintomas de um mal comum: a fragmentação da atenção. Sob a ótica da psicanálise, da neurociência emocional e da teologia, o que chamamos modernamente de "esgotamento" ou "crise de ansiedade" é, na verdade, um sintoma de um desarranjo muito mais profundo na forma como fomos projetados para viver, pensar e cr...

Alegrem-se Por Ter Os Seus Nomes Escritos

A igreja parece está tão perdida, em relação a sua finalidade no mundo, quanto os discípulos estavam, ao voltarem após Jesus os enviar para a realização de algumas tarefas.

Há tanta preocupação em sentir arrepio, cair no chão, pular, se emocionar, criar sensacionalismos. A questão é que nada disso tem valor se não houver obras.

E as obras de nada importam, se a consciência não tiver certeza do motivo pelo qual elas estão sendo feitas: “Contudo, não vos alegreis porque se vos submetem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus” (Lucas 10.20).


Se há obras, mas, não há fé, seu ativismo é uma coisa morta: "Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta" (Tiago 2.26).

É bom levar mais a sério o que o próprio Jesus falou, sobre aqueles que curavam, expulsavam demônios e, no entanto ouviriam dele: “Nunca vos conheci; apartai-vos de mim” (Mateus 7.23).

Então o que realmente importa? 

O Novo Testamento deixa bem claro que é o amor. Pois tudo aquilo que chamamos de obra espiritual, e atividades para Deus, nada valem se não for por amor.