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Teologia Reformada e Psicologia: O Cuidado da Alma sob a Soberania de Deus

Você já se perguntou se buscar terapia significa, de alguma forma, desconfiar da suficiência de Deus? Essa pergunta, silenciosa mas recorrente, atravessa consultórios e igrejas com igual frequência. Muitos cristãos vivem divididos entre dois mundos que, à primeira vista, parecem competir: a psicologia clínica, com seu método e sua técnica, e a fé reformada, com sua confiança radical na soberania divina sobre todas as coisas — inclusive sobre a alma. Primeiramente, precisamos desfazer uma falsa dicotomia: buscar cuidado psicológico não é sinal de fé fraca, tampouco a confiança em Deus dispensa os meios legítimos de cuidado emocional que Ele mesmo estabeleceu no mundo. A verdadeira questão não é "psicologia ou Deus?", mas "como a psicologia pode operar sob a soberania de Deus?" O Fenômeno: A Alma Dividida Entre Divã e Altar É comum encontrarmos, ainda hoje, comunidades cristãs que tratam sofrimento psíquico exclusivamente como questão espiritual — reduzindo de...

A Pessoa de Cristo - Soteriologia - E.T. – Parte 2

Na postagem anterior falamos sobre a divindade de Cristo, e mostramos as bases para essa crença.

Hoje falaremos sobre a humanidade de Cristo. Essa para muita gente, talvez seja mais fácil de aceitar.

O Credo cristão formula a natureza de Jesus como sendo plenamente Deus e plenamente Homem. Ou seja, o Deus encarnado assumiu completamente a humanidade, tornando-se passível das mesmas limitações físicas e psicológicas comuns a todos os homens.


Há indicações claras na Bíblia que Jesus era uma pessoa plenamente humana, sujeito a todas as limitações comuns à raça humana, mas sem pecado.

O texto a seguir: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam — isto proclamamos a respeito da Palavra da vida” (1 João 1.1), nos mostra que Cristo tinha um corpo humano, podia ser visto, sentido e apalpado.

Jesus nasceu, cresceu, alcançou a maturidade, apareceu em forma de homem, comeu, bebeu, teve sede, dormiu, sofreu cansaço, morreu, foi sepultado, ressuscitou e foi reconhecido pelos seus característicos físicos.

Em 1 Timóteo 2.5, Ele foi chamado de Jesus Cristo homem. Assim como também o Filho do homem, semente da mulher, filho de Davi.

 O Evangelho de Mateus menciona os seus antepassados desde Davi, já o Evangelho de Lucas, a menciona desde Adão.

Lucas menciona um episódio em que Jesus diz as seguintes palavras: “Vejam as minhas mãos e os meus pés. Sou eu mesmo! Toquem-me e vejam; um espírito não tem carne nem ossos, como vocês estão vendo que eu tenho" (Lucas 24.39).

O autor de Hebreus escreveu: “Portanto, visto que os filhos são pessoas de carne e sangue, ele também participou dessa condição humana” (Hebreus 2.14).

Isso nos mostra, portanto, que Jesus tinha um corpo.


As Escrituras nos ensinam ainda que Jesus Cristo também possuía uma alma. A Teologia a chama de “Alma Racional”, uma natureza humana, isto é, um espírito com seus poderes ou faculdades. Essas faculdades são: intelecto, sentimento, vontade e consciência.

As Escrituras nos ensina que Jesus amou, simpatizou, chorou, teve todos os sentimentos próprios de um homem; pensou, falou, quis, escolheu dessa e daquela maneira, gemeu em espírito e se perturbou.

Veja esses textos das Escrituras:

“Por essa razão era necessário que ele se tornasse semelhante a seus irmãos em todos os aspectos” (Hebreus 2.17).

“A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal” (Mateus 26.38).

Se Jesus Cristo não tivesse uma alma humana exatamente como tinha um corpo humano, não poderia ser verdadeiramente um homem.

No próximo mês falaremos sobre a distinção entre as duas naturezas. 

Até lá.