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O Dilema Da Janela E A Ansiedade Da Escolha: Como Encontrar Paz Em Meio Aos Conflitos Internos

  Você já se pegou olhando fixamente pela janela, desejando largar tudo e simplesmente fugir da sua rotina atual? Essa sensação incômoda de que a verdadeira felicidade está sempre em outra estrada, longe de onde estamos, é mais comum do que imaginamos. Primeiramente, precisamos encarar o fato de que a nossa mente humana é uma fábrica incessante de projeções e idealizações futuras. A clássica canção de Roberto Carlos, A Janela , captura com precisão cirúrgica esse eterno cabo de guerra entre o desejo de expansão e o medo do desamparo. É angustiante perceber como oscilamos entre a fantasia da liberdade absoluta e o abraço caloroso, mas às vezes sufocante, da nossa zona de conforto. Em contrapartida, fingir que esse conflito não existe em nosso interior só aumenta a nossa ansiedade e o nosso esgotamento emocional diário. Neste artigo, convido você a sentar-se comigo à janela da alma para analisar as raízes profundas desse choque de opiniões que habita em nós. Vamos descobrir o ...

A Fé Não Costuma Faiá

Alguém se lembra de uma canção de Gilberto Gil onde ele dizia: “Andá com fé eu vou, Que a fé não costuma faia”?

Pois é! Vivemos tempos de pessoas que não se lembram dessa canção, e outras que nem sequer tem conhecimento dela.

Mas o que eu quero falar aqui não é sobre essa música. E sim sobre o que diz a sua frase inicial: “Que a fé não costuma faia”.

É preciso entender que andar por fé é saber que todas as coisas colaboram para o bem daquele que crer. Isso não é invenção minha, está escrito, foi o apóstolo Paulo quem escreveu: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Romanos 8. 28).

Mas existe tanta meninice hoje nas igrejas, pessoas que não crescem na fé, outros que parecem não querer crescer, vivem comendo migalhas da fé de outros. É tanto choramingar, que irrita qualquer um.

O autor do livro de Hebreus parece ter passado por situação semelhante, pois ele chegou a escrever aos hebreus: “De fato, embora a esta altura já devessem ser mestres, vocês precisam de alguém que lhes ensine novamente os princípios elementares da palavra de Deus. Estão precisando de leite, e não de alimento sólido!” (Hebreus 5.12).

O autor está falando com gente que já era a tempo conhecedor da Palavra, no entanto, continuavam sem entendê-la.


É assim hoje também.

Vemos nas igrejas muitas pessoas com pena de si mesmo. Pelo amor de Deus, não faça isso! Pois lastimar de si mesmo o levará diretamente à introversão, o que tornará a sua tristeza doentia.

A psicologia e a psicanálise dizem que se a ferida, aquilo que lhe machuca, está livre desse sentimento de compaixão própria, a pessoa logo é curada, mas, se estiver contaminada com esse sentimento, torna-se infecciosa. E sabemos que uma ferida infecciosa leva muito tempo para se sarada.

O melhor a fazer é manter a ferida livre do vírus da compaixão de si mesmo. Isso para evitar a desgraça pois, quem se entrega ao seu próprio pesar, logo procurará a compaixão dos outros e, assim agindo, a desgraça chegará rapidamente.
Uma pessoa que tem pena de si mesma é pessoa merecedora de dó.

Aprenda com Jesus que: “Durante os seus dias de vida na terra, Jesus ofereceu orações e súplicas, em alta voz e com lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, sendo ouvido por causa da sua reverente submissão. Embora sendo Filho, ele aprendeu a obedecer por meio daquilo que sofreu; e, uma vez aperfeiçoado, tornou-se a fonte de eterna salvação para todos os que lhe obedecem” (Hebreus 5.7-9).