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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Deus Festeiro

Jesus sempre falou para diverso público. Ele tinha facilidade em falar tanto para gente simples, como para aqueles que o ouviam quando lemos o Evangelho de Mateus 22. 1-14.

Aqui neste texto, o público de Jesus era composto de Judeus. Gente que se orgulhava de descenderem de Abrão; de terem uma moral elevada; de terem compromisso com o melhor da religião monoteísta daqueles dias. Eram pessoas que se consideravam equilibradas emocionalmente; e, que eram frequentadores regulares das reuniões religiosas dos judeus.

Mas Jesus era desses que gosta de observar, e Ele notou que aquele auditório tinha a ver com o passado; não pertenciam ao futuro, estavam presos ao passado, viviam uma história trágica. Ele identifica um grupo atrelado ao pior das relações religiosas dos seres humanos com Deus. Eram pessoas que não se incluía nas grandes perspectivas de Deus para o futuro.

Jesus tinha uma mensagem para aquela gente. E o que Jesus queria dizer para aquelas pessoas e o que Ele quer dizer para nós hoje?



Primeiramente, Jesus quer dizer que o primeiro convite é relacionado ao povo de Israel. É o convite da lógica e da dignidade humana. Pois o primeiro convite foi enviado à Israel em coletividade, isto é, ao povo escolhido.

Este primeiro convite está baseado na lógica do comportamento, ou seja, na lógica da lei, pois o verso oito diz: “Não terás outros desuses diante de mim, Não adorarás outros deuses, Não use o nome do Senhor Deus em vão, Guardará o dia de descanso, Respeite pai e mãe, Não mate, Não cometa adultério, Não roube, Não testemunhe falso contra o próximo, Não cobice” (Mateus 22. 8).

Já o segundo convite é direcionado a todos que não viviam pela lei. É o convite da lógica da graça. Pois a ordem era: Sair e pegar a todos que acharem; não perguntar nada sobre eles. Pelos becos, pelos atalhos. E isso tem um significado muito grande: Eu não fui convidado porque merecia.

A lógica da graça é ilógica. Ela obedece aos critérios do amor generoso e incondicional de Deus. É como se Deus falasse; “Saiam por aí e traga gente rica, gente pobre, que merece e que não merece, tragam aqueles que são pervertidos".

A lógica da graça se baseia na motivação festeira de Deus. Bem diferente do Deus que a religião concebe: fechado, pesado, casmurro, austero, severo, estraga prazer, e convenhamos, não há festa nisso.

Mesmo sendo um Deus de festas Ele é Deus que fala sério, pois na hora de julgar, Ele julga. Na hora de salvar, Ele salva. A salvação é uma festa.

A lógica da graça se baseia ainda nos critérios simples da lei do encontro. Ou seja: tragam gente: alto, baixo, bonito, nem tanto... Se for bom ótimo, se for mal, não tem problema, pois Eu dou um jeito nele.

Portanto o conselho para você é: Se você ouvir a Sua voz, aceite o convite, não negue, nem endureça o seu coração, Ele está  convidando você.

A terceira lógica da graça se baseia no fato de que Deus não procura virtudes, Ele está procurando disponibilidade ( V.10).
O que Deus quer saber é se você está disponível, Ele não quer saber de desculpa. Ele faz o convite, você aceita?

É uma relação de proposta e resposta. De Ele Abrir a porta e você decidir entrar; Dele puxar uma cadeira e você sentar.  De e Ele oferecer uma veste e você  vestir. É sempre um convite, você vai aceitá-lo?

A quarta lógica se baseia no fato de que esse convite é totalmente justificado por esta graça que veste os inadequados.

Preste atenção nisso, apesar de está apoiado na graça, é preciso  que  a pessoa se livre de todo embaraço. Pois imitação e obediência a Jesus é o que se espera da pessoa. Arrependimento e fé são necessário para a salvação.  


Mensagem baseada no texto de Mateus 22.1-14, na Congregação Presbiteriana em Santa Isabel, no dia 29/04/2001.