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Você Não é Burro — Seu Cérebro Foi Reprogramado Para Não Conseguir Ler Mais Um Livro Inteiro

  Por que você não consegue mais terminar um livro? Você já começou um livro com entusiasmo genuíno e, poucas páginas depois, sentiu uma vontade incontrolável de checar o celular? Esse fenômeno, cada vez mais comum entre adultos e jovens, não é sinal de burrice, fraqueza intelectual ou falta de disciplina. É o resultado mensurável de uma mudança estrutural profunda no modo como nosso cérebro processa informação — provocada, em grande parte, pelo consumo massivo de microvídeos. Primeiramente, precisamos reconhecer a gravidade dessa perda. A leitura profunda não é apenas hábito cultural nostálgico — ela é habilidade cognitiva complexa, construída ao longo de anos, e hoje sendo silenciosamente desmontada por um ambiente digital hostil à concentração sustentada. O que os microvídeos estão fazendo com sua capacidade de concentração? Como especialista em Letras, é impossível não lamentar o que está sendo perdido: a leitura profunda desenvolve repertório analítico, vocabulário s...

Sentindo-se Livre da Culpa

Para que o homem possa se desenvolver psiquicamente, é preciso um sistema de regras que são definidas pelo social. Isso o ajuda e lhe proporciona segurança e bem-estar. Essas regras são definidas em bom e ruim, em certo e erradas. Elas são impostas e aceitas, pois são representações cobradas e solicitadas pelo outro, para se viver de forma social.
Mas elas acabam provocando dificuldades e diferenciações entre o “Eu” e o “todo”, pois limitam o homem na busca por seus objetivos e conceitos. Elas impedem o homem de realizar seus desejos mais profundos. E nessa ânsia de conquistar seus desejos, o homem terá de romper com essas normas, estabelecer suas próprias regras e determinar suas próprias responsabilidades. E ao fazer isso o homem sentira insegurança e muito medo. Eis a causa de Adão de dito: “Respondeu-lhe o homem: Ouvi a tua voz no jardim e tive medo, porque estava nu; e escondi-me” (Genesis 3. 10).

Porém, o homem tem a necessidade de buscar a si mesmo, tem necessidade de estabelecer sua identidade e entender seu comportamento. E nessa viagem de encontro a si mesmo, o homem parte para uma batalha em direção ao rompimento e à quebra dessas regras. Isso lhe causa uma sensação de rejeição e ele começa a se sentir ameaçado, inseguro, possibilitando o surgimento daquilo que chamamos de culpa.
A culpa sempre serve de indicador de um mau procedimento. E nesse momento será preciso pessoas que o ajudem a entender o valor de seu ato. Sempre haverá pessoas para julgá-la e recriminá-la. Pois o processo de reconhecimento sempre requer a existência de outro, uma vez que o parâmetro para o certo e errado é transmitido pelo outro.
Se não houver quem aprove ou acolha o comportamento de uma pessoa, ela acabará se sentindo culpada por comportamentos que muitas vezes ela não se permitiu avaliar pessoalmente, no seu interior, se tal proceder é certo ou errado, se ela apenas aceitar regras e julgamentos impostos.
Se o objetivo maior é corresponder às expectativas do outro, quando essa expectativa não é correspondida, surge grande medo. Surge o sentimento de inadequação.
No âmbito religioso, em se tratando do relacionamento com Deus, a oração é o único veículo, ou meio, através do qual o homem reconhece os seus defeitos, suas falhas, seus erros e pede a Deus o seu perdão.
Vejamos o exemplo de Davi, quando ele orou, sentiu-se livre da culpa: “Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui a iniquidade, e em cujo espírito não há dolo” (Salmos 32. 1, 2).
E qual foi a razão pela qual Davi podia declarar sua benção e o seu perdão? A razão está no versículo 5: “Confessei-te o meu pecado, e a minha iniquidade não encobri. Disse eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a culpa do meu pecado”.
É Maravilhosa Graça derramada sobre nós. Pois ao confessarmos nosso pecado a Deus, Ele abre a porta do perdão, restaurando nosso relacionamento com Ele: “E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” (1 João 2.2).