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O Trauma No Divã E A Cura Das Memórias: Como Superar As Recordações Que Nos Matam

  Você já sentiu como se um acontecimento doloroso da sua infância continuasse a ditar as suas escolhas, medos e reações no dia de hoje? É assustador perceber que, mesmo após décadas, certas feridas do passado teimam em sangrar no nosso presente. Primeiramente, precisamos reconhecer que a nossa mente humana não esquece os impactos emocionais profundos, apenas os esconde em caixas trancadas. A obra-prima "ODivã", de Roberto Carlos , funciona como uma radiografia poética e dolorosamente real desse processo de adoecimento psíquico. É angustiante notar como o eu lírico revisita a casa com varanda e as flores na janela com uma saudade misturada ao sofrimento do trauma. Em contrapartida, tentar abafar esses gritos internos sem o devido tratamento só prolonga o ciclo de repetição das nossas dores emocionais. Neste artigo, convido você a deitar-se comigo no divã da reflexão para desvendar os mistérios da memória e do sofrimento. Vamos entender como a neurociência, a psicanálise...

O Que É Seu Lar?

Um lugar onde as pessoas se reúnem de vez em quando?
 Um lugar onde as pessoas não se reúnem?
 Onde todos sentem prazer em estar? Ou, estando fora não ficam alegres com a idéia de voltar?
 Onde os amigos tomam com prazer um cafezinho? Onde o irmão pobrezinho também é bem-vindo?
 Onde ainda se “dá um jeito” de arranjar um quarto de hóspede?
 Um lugar onde todos podem falar, e se entendem, ou onde os pais sozinhos resolvem tudo? Ou, ao contrário, os jovens, ou as crianças dominam a situação e obrigam os pais a satisfazerem todos os seus caprichos?
 Um lugar onde se responde honestamente às perguntas das crianças. Onde “criança também é gente” ou onde se acha que “não dá para perder tempo com isso?
 Um lugar onde há ambiente para a oração e leitura da Palavra de Deus?
Onde se louva a Deus na saúde e na doença, na fartura ou na pobreza, na alegria e na dor?
 Onde, pelo menos uma pessoa, você, por exemplo, é a lâmpada do Senhor; sempre pronta a iluminar o caminho de alguém?
  Até que ponto você colabora ou é responsável por aquela situação desagradável que em seu lar se cria de vez em quando? Já parou para pensar que se fosse capaz de renunciar um pouco a sua opinião formada, se fosse mais humilde, se reconhecesse seus próprios erros, os outros, e você também seriam bem mais felizes?

“Eu e minha casa serviremos ao Senhor”
(Josué 24.15)

Extraído de “Família em Foco”
De Maria José Elias.