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Você Não é Burro — Seu Cérebro Foi Reprogramado Para Não Conseguir Ler Mais Um Livro Inteiro

  Por que você não consegue mais terminar um livro? Você já começou um livro com entusiasmo genuíno e, poucas páginas depois, sentiu uma vontade incontrolável de checar o celular? Esse fenômeno, cada vez mais comum entre adultos e jovens, não é sinal de burrice, fraqueza intelectual ou falta de disciplina. É o resultado mensurável de uma mudança estrutural profunda no modo como nosso cérebro processa informação — provocada, em grande parte, pelo consumo massivo de microvídeos. Primeiramente, precisamos reconhecer a gravidade dessa perda. A leitura profunda não é apenas hábito cultural nostálgico — ela é habilidade cognitiva complexa, construída ao longo de anos, e hoje sendo silenciosamente desmontada por um ambiente digital hostil à concentração sustentada. O que os microvídeos estão fazendo com sua capacidade de concentração? Como especialista em Letras, é impossível não lamentar o que está sendo perdido: a leitura profunda desenvolve repertório analítico, vocabulário s...

Começando Novo Ano



Estamos finalmente em novo ano.

Aproveitando este momento, quero também trazer para você leitor deste blog algumas novidades. Pois além de manter as postagens com objetivos devocionais, como vinha fazendo, colocarei a disposição alguns pensamentos teológicos.

Pois afinal, um dos aspectos mais nobres que Deus nos deu como seres semelhantes a Ele foi a capacidade de pensar. Isso significa que crer é também pensar. Deus fez um convite ao povo israelita: “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor” (Isaias 1. 18). Ao homem lhe é ordenado pensar, usar a sua mente. Arrazoar, segundo o Dicionário Escolar da Língua Portuguesa, significa “expor ou defender, alegando razões racionais”.

Por isso, quero compartilhar com você leitor, as coisas que aprendi até aqui, na minha caminhada cristã. Pois vejo uma grande necessidade em muitas igrejas do conhecimento bíblico teológico. Muitas delas continuam vivendo simplesmente baseadas nas emoções e experiências. Onde as experiências têm maior valor do que o conhecimento bíblico.

No entanto, a revelação de Deus é racional. Ela se apresenta na natureza e na pessoa de Jesus. O cristianismo é uma religião revelada. Digo religião aqui apenas no sentido “nomenclatural”, pois muito mais do uma religião, o cristianismo é um estilo de vida. Um modo de viver.

A religião como simples fé trás consigo uma devoção a tudo que é considerado sagrado. O que desencadeia em um culto que tem como finalidade aproximar o homem das entidades a quem são atribuídas poderes sobrenaturais. Mas na maioria dessas religiões consideradas não-cristãs a doutrina tem a mínima importância. A ênfase é dada num ritual. É uma crença em que as pessoas buscam a satisfação nas práticas religiosas, para superar o sofrimento e alcançar a felicidade. Diferentemente do cristianismo.

O que se pode observar na história é que quando uma religião se divorcia do pensamento, a tendência é essa religião se tornar fraca, estéril e nociva. Se não aprendermos com o passado, viveremos presos a ele.

Jesus certa vez disse: “Deixe que os mortos enterrem os seus mortos” (Lucas 9. 60). Sem o conhecimento, sem a reflexão, sem a utilização da mente é difícil alguém tornar-se espiritualmente vivo. As pessoas espiritualmente vivas crescem, pois estão sempre aprendendo coisas novas. Quando não há aprendizado, e quando se vive preso ao ritualismo sem reflexão isso resulta em morte espiritual, antes mesmo da morte física. É assim que os ”mortos” espirituais podem “enterrar os mortos”.