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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Manifestação da Graça Na Pratica da Confissão – Parte 2

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Na postagem anterior, mencionamos que: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós” (1 João 1. 8).
Entre as pessoas que mais se enganam neste mundo estão os religiosos, pois esses se julgam sem pecado, que não erram e por isso não precisam de arrependimento. Os judeus eram religiosos, achavam-se perfeitos. Mas foram exatamente eles quem rejeitaram a Jesus.
Penso que isso se dê pela forma como seus adeptos são ensinados dentro dos templos. Deixando de lado as religiões pagãs e filosóficas, quero me concentrar nos templos evangélicos. Onde praticamente duas doutrinas são ensinadas. Uma é aquela em que é ensinado que por qualquer ato errado se pode perder a salvação. Isso faz crescer muitos crentes imaturos e medrosos. Gente com medo de Deus, pois Esse se apresenta como um tirano que pode tirar a bênção que Ele deu, se seu seguidor não fizer o que ele manda.
Por outro lado existem aqueles que crê na graça de Deus. É verdade que a graça tira o medo que se tem de Deus, pois aqui Deus se apresenta como um Ser misericordioso, capaz de perdoar os erros cometidos. O problema é que muitos transformam a graça em libertinagem.
Paulo escrevendo aos gálatas disse: “Porém vocês irmãos, foram chamados para serem livres. Mas não deixem que essa liberdade se torne uma desculpa para permitir que a natureza humana domine vocês. Pelo contrário, que o amor faça com que vocês amem uns aos outros” (Gálatas 5. 13).
Então como desfazer o engano que se tem em relação ao pecado?
A resposta é: conhecer a verdade. Jesus disse: “... e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8. 32).
A graça só tem efeito quando ela entra profundamente no interior do ser humano a ponto de tocar o mais profundo do ser. Quando ela faz a transformação no caráter.
Arrepender-se é reconhecer os próprios pecados. Se converter é mudar a direção que você tem tomado.
Existem muitos pecados ocultos (latentes) em nosso interior, embora muitas vezes eles não cheguem a se concretizar, confesse diante de Deus esse potencial pecaminoso que existe dentro de você.
Paulo, o apóstolo, escrevendo aos romanos disse: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está” (Romanos 7. 18).
Embora esses pecados possam não se materializar em atos contra alguém, você sabe que eles estão aí e Deus também sabe.
Talvez uma mágoa contra alguém, um rancor ou ira, uma tristeza não confessada, coisas como essas não há como o outro saber. Mas, você sabe.
O salmista escreveu: “Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim” (Salmos 51. 3).
Portanto, se você quer viver bem com Deus e o próximo, confesse a pecaminosidade latente.  
        É confortante colocar tudo aquilo que está guardado bem lá no fundo de nosso coração e saber que Ele responde: “A ti, ó Deus, eu clamo, pois tu me ouvirás; inclina para mim os teus ouvidos, e ouve as minhas palavras” (Salmos 17.6).