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Você Não é Burro — Seu Cérebro Foi Reprogramado Para Não Conseguir Ler Mais Um Livro Inteiro

  Por que você não consegue mais terminar um livro? Você já começou um livro com entusiasmo genuíno e, poucas páginas depois, sentiu uma vontade incontrolável de checar o celular? Esse fenômeno, cada vez mais comum entre adultos e jovens, não é sinal de burrice, fraqueza intelectual ou falta de disciplina. É o resultado mensurável de uma mudança estrutural profunda no modo como nosso cérebro processa informação — provocada, em grande parte, pelo consumo massivo de microvídeos. Primeiramente, precisamos reconhecer a gravidade dessa perda. A leitura profunda não é apenas hábito cultural nostálgico — ela é habilidade cognitiva complexa, construída ao longo de anos, e hoje sendo silenciosamente desmontada por um ambiente digital hostil à concentração sustentada. O que os microvídeos estão fazendo com sua capacidade de concentração? Como especialista em Letras, é impossível não lamentar o que está sendo perdido: a leitura profunda desenvolve repertório analítico, vocabulário s...

Descobrindo Um Novo Mundo


O vento soprou frio no alto do morro. A sensação térmica fazia o ar parecer mais frio do que realmente estava. O céu acinzentado dava um aspecto deprimido à paisagem. No entanto era preciso prosseguir. Nossa tarefa era levar a palavra de Deus às pessoas que moravam naquela região. Muitas casas estavam fechadas devido ao tempo. Mas nós tínhamos alguns endereços específicos a visitar.

Quando fizemos a curva numa esquina, avistamos algumas crianças brincando. Agasalhadas em suas blusas, elas não se importavam com o frio que fazia. Apenas se divertiam e com um sorriso nos lábios, estavam alheias ao mundo a sua volta. Um mundo cada vez mais cruel. Um mundo onde pessoas inescrupulosas investem contra aquelas menos afortunadas. Um mundo onde há discriminação. Um mundo onde há injustiça social. Um mundo que abriga um racismo algumas vezes explícito, outras vezes, disfarçado em alguma ideologia humanista. Mas naquele momento, nada disso tinha importância para aquelas crianças. Elas só queriam curtir aquele momento.

Olhamos para elas brincando ali e parecia que cada um de nós voltamos em algum lugar no tempo nas lembranças em nossa mente. Sorrimos sem dizer palavras, numa cumplicidade que entendíamos muito bem.

Paramos em frente a uma porta, era a primeira de uma série. Batemos a porta e aguardamos. Quando a porta se abriu avistamos uma senhora. Ela nos olhou e com um sorriso disse: “Hola!”


Quando entramos encontramos uma sala aconchegante e quentinha. Ela apontou um lugar onde pudemos nos sentar e nos preparamos para falar do Evangelho.

Estávamos felizes naquele momento. Pois estávamos fazendo aquilo que está escrito: “Vão pelo mundo inteiro e anunciem o evangelho a todas as pessoas” (Marcos 16. 15). Para nos era uma honra.

A senhora se sentou, aconchegou-se numa poltrona e se preparou para ouvir as boas novas que estávamos ali para lhe anunciar.

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Mentes Condicionadas.

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