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Você Não é Burro — Seu Cérebro Foi Reprogramado Para Não Conseguir Ler Mais Um Livro Inteiro

  Por que você não consegue mais terminar um livro? Você já começou um livro com entusiasmo genuíno e, poucas páginas depois, sentiu uma vontade incontrolável de checar o celular? Esse fenômeno, cada vez mais comum entre adultos e jovens, não é sinal de burrice, fraqueza intelectual ou falta de disciplina. É o resultado mensurável de uma mudança estrutural profunda no modo como nosso cérebro processa informação — provocada, em grande parte, pelo consumo massivo de microvídeos. Primeiramente, precisamos reconhecer a gravidade dessa perda. A leitura profunda não é apenas hábito cultural nostálgico — ela é habilidade cognitiva complexa, construída ao longo de anos, e hoje sendo silenciosamente desmontada por um ambiente digital hostil à concentração sustentada. O que os microvídeos estão fazendo com sua capacidade de concentração? Como especialista em Letras, é impossível não lamentar o que está sendo perdido: a leitura profunda desenvolve repertório analítico, vocabulário s...

O Ser Humano e as Emoções – Parte 3



Recordo-me de uma pergunta que um aluno me fez certa vez. Ele perguntou: “Porque surgem as neuroses?”

Mesmo estando dentro de uma igreja, sendo membro fiel, participando semanalmente dos cultos, ainda há a possibilidade desse membro se tornar um neurótico. Afinal de contas, quem de nós não é?

Isso acontece porque no fundo de nós mesmos, nos sentimos só, isolados, inseguros, e constantemente amedrontados com a possibilidade de perder aquilo que é o objeto de nosso amor. É quando se instala a ansiedade.

As neuroses são quadros patológicos de origem psíquica. Estão muitas vezes ligadas a situações do dia-a-dia do indivíduo, situações externas que podem provocar transtornos na área mental, física e até mesmo da personalidade.

Na visão da psicanálise, as neuroses são fruto de tentativas ineficazes de lidar com conflitos e traumas inconscientes.

A diferença de uma reação normal para uma reação neurótica é a intensidade do comportamento e a incapacidade do indivíduo de resolver seus conflitos, sejam eles internos ou externos, de uma maneira satisfatória.

Um exemplo que eu me lembro ter dado foi o seguinte: “Uma jovem que dentro de sua casa tem problemas relacionais com seu pai, ela o odeia por ele não deixar que ela saia com um amigo de escola, e esse sentimento faz com que muitas vezes ela deseje que seu pai morra. Por outro lado ele é seu pai, e ela o ama, pois é por ele que ela existe e todas as coisas que ela possui vieram por intermédio dele”. Uma relação de amor e ódio. De prazer e dor. O mesmo objeto que lhe dá prazer a faz sofrer.

A sensação de abandono e incompreensão é grande para essas pessoas que não conseguem encontrar dentro da normalidade uma maneira de resolver os seus conflitos: “A despeito de tudo e abandonado por Deus quando estou doente, uma das piores coisas que somos obrigados a enfrentar nessa doença é o isolamento e o desespero. É como se ninguém nos compreendesse”.

Dentro da experiência com o cristianismo, se descobre que viver unido com Jesus é o oposto de se sentir isolado. E nessa experiência, aquele sentimento que a neurose trás, de que todas as boas relações foram rompidas e a ansiedade de separação e de perda dos objetos nos invade, o relacionamento com Cristo nos ajuda a entender que Ele está ao nosso lado para nos ajudar a escapar de um mundo escuro e vazio. “Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (João 6. 37).

Esse mundo escuro e vazio é um mundo constituído da persistência das experiências de medo da infância, numa parte inconsciente de nossa mente. E esses medos e sentimentos quando trazidos ao consciente, ajudará nas transformações que serão capazes de libertar nossa capacidade de se relacionar com pessoas de uma forma mais favorável. “Torno a trazer isso à mente, portanto tenho esperança” (Lamentações de Jeremias 3. 21).

 Essa libertação que sai do inconsciente e vem para o consciente, ajudará também no relacionamento com Deus, pois serão relacionamentos baseados no amor e na confiança: “e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8. 32).

O cristianismo é uma relação que dá segurança. Pois existe uma pessoa infinita, eterna, imutável, cujo amor, portanto não está sujeito às mudanças e fracassos que afligem o amor humano. Bem diferente da neurose que é a vida baseada no medo.

Todo medo e mesmo os sintomas neuróticos que temos consciências deles, se manifestam a partir dos medos profundos que estão em nosso inconsciente.

O Cristianismo é o oposto da neurose.

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