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A Ansiedade de "Não Orar o Suficiente" e a Cultura da Comparação Dentro da Própria Fé

  Você já se sentiu culpado por acordar e perceber que passaram três dias desde sua última oração "de verdade"? Vivemos numa cultura cristã cada vez mais influenciada pela lógica das redes sociais — mesmo dentro dos muros da igreja. Comparamos nosso tempo devocional com o de outros irmãos, medimos nossa espiritualidade pela quantidade de versículos memorizados, pela duração do nosso silêncio diante de Deus, pela "consistência" da nossa disciplina espiritual exibida — às vezes, até publicamente. Primeiramente, precisamos reconhecer algo desconfortável: transformamos a graça em performance. E, quando isso acontece, a oração — que deveria ser respiro — se torna mais uma métrica de autoavaliação ansiosa. O Fenômeno: Espiritualidade Como Vitrine de Desempenho Nas comunidades cristãs digitais, é comum encontrarmos publicações de diários de oração, capturas de tela de aplicativos bíblicos com "sequências" de dias consecutivos de leitura, testemunhos de vi...

Um Convite À Apreciação

“Então Jesus tornou a falar-lhes por parábolas, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho. Enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas, e estes não quiseram vir. Depois enviou outros servos, ordenando: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado; os meus bois e cevados já estão mortos, e tudo está pronto; vinde às bodas. Eles, porém, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio; e os outros, apoderando-se dos servos, os ultrajaram e mataram.  Mas o rei encolerizou-se; e enviando os seus exércitos, destruiu aqueles homicidas, e incendiou a sua cidade”.

Como ser criado com o propósito de adorar a Deus, nosso primeiro dever para com Deus é adorá-lo, e nós o adoramos ao apreciá-lo.
Deus deseja que nossa adoração seja motivada por amor, ação de graças e alegria, não imposta.
C. S. Lewis disse: “Ao nos orientar para adorá-Lo, Deus está nos convidando para apreciá-Lo”.
Deus está convidando você para sua glória, cumprindo os propósitos que Ele estabeleceu para você. Essa é realmente a única forma de viver. Todo o resto é apenas existir.
Mas o ser humano tem uma tendência a se desviar daquilo que é o mais importante. Muitas vezes essa tendência é motivada simplesmente pelo mórbido desejo inconsciente de ser melhor do que o outro e aquilo que se deseja é de fundamental importância para a construção da felicidade.
Como podemos ler no texto de Mateus, muitas vezes preferimos fazer caso desse convite a nos envolvemos com as questões que em nosso entender, são de fundamental importância. Esquecendo-nos que todas essas coisas um dia passarão e o que nos restará serão apenas recordações de momentos que se foram no tempo.
Ao invés de nos voltarmos a uma contemplação apreciativa d’Aquele que em todos os momentos pode nos fazer sentir felizes e está pronto a suprir nossas necessidades, preferimos ir “um para o seu campo, outro para o seu negócio”, numa busca incansável de nos sentir centrado dentro de um mundo encentrado. Causando vários distúrbios emocionais resultante de uma percepção equivocada dos valores desse mundo.
Mas uma coisa é certa, nem todo mundo que procura uma terapia realmente deseja lidar com os seus verdadeiros sentimentos. O objetivo de algumas pessoas é simplesmente fazer com que os problemas desapareçam. Nesse momento uma fuga da realidade pode ser o melhor a se fazer e por isso buscam em seus campos e negócios a oportunidade de escape para questões mais profundas das quais não se consegue lidar.
 Algumas vezes perdemos tempo tentando evitar a infelicidade e nos esquecemos de buscá-la.
A verdadeira vida começa quando você se compromete completamente com Jesus Cristo. Se não está seguro de ter feito isso, tudo que você precisa é receber e acreditar.

A Bíblia deixa bem clara a promessa: “aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus” – (João 1.12).
Como filhos, somos herdeiros; como herdeiros temos direitos adquiridos, e muitas vezes trocamos esse direito por uma simples migalha de um campo ou um negócio. Trocamos aquilo que é certo, pelas incertezas da vida.
E quanto a você? Vai aceitar essa oferta, esse convite de Deus para uma contemplação apreciativa de Sua Glória?

Rogério de Faria.

Texto de Mateus 22:1-14.

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