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Between the Parade and Eternity: Why We Choose to be a "Family in Preserve"

Between the Parade and Eternity: Why We Choose to be a "Family in Preserve" The 2026 Carnival season brought more than just rhythm and feathers to the streets; it brought a clear attempt to satirize and label the lifestyle of the Christian and conservative family . On one hand, parades used political tributes as a pretext to criticize what they call the " damages of the family in preserve ." On the other, analysts and faith leaders are trying to figure out why the Christian public feels increasingly disconnected from the narratives proposed by the festivities and traditional politics. While the carnival script parades its allegories, colors, and satires filled with irony about us "conservatives," here we are… with a new label. And honestly, if they’re going to call us "preserves," let’s make sure we are well-labeled. Preserving Means Caring, Not Discarding Let’s be honest: every preserve has a noble purpose. Nobody preserves something they inten...

O “Trans-Parecer” Da Alma


“E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta com suas lágrimas os regou e com seus cabelos os enxugou”.

Quando os sentimentos não são levados em conta, o comportamento se apressa e se exibi de forma defensiva. Mas para aqueles que estão acima das idéias e conhecimentos ordinários, o transcender o leva para um limite mais elevado, quase metafísico.
A ordinariedade nos faz agir como Simão, juízes representantes e preservadores de nós mesmos. Com um medo infundado devido a um preconceituoso pensamento equivocado. Que descarta do outro qualquer possibilidade de dignidade e direito de atenção.
Para quem está no processo de aprendizagem, adquirindo novos hábitos, esperando ter a oportunidade de mostrar que seu comportamento está sendo transformado, faz como a mulher. Vai até os pés de Jesus e chora. Sem se importar com a reputação, aquilo que os outros pensam dela. O que lhe importa é a dignidade, aquilo que ela sabe que é certo fazer. Ela sabe que só podemos mudar quando queremos mudar.
Aquilo que sou, minha personalidade, meu caráter, está ligado à minha percepção do mundo e de mim mesmo. E essa percepção que tenho de mim e do mundo intervém no meu relacionamento com Deus e com o ser humano, na minha espiritualidade e a maneira como eu a vivencio.
Numa experiência missionária de três anos junto a adolescentes de onze a dezessete anos, tive a oportunidade de encontrar jovens sem sonhos prá sonhar, jovens sem perspectivas de vida, de escola, de trabalho; jovens que utilizam seu tempo, perdendo tempo nas drogas, na prostituição, no crime; jovens que vêem seus sonhos se desmoronar ao tentar construir um mundo de felicidade, num curto momento de prazer; jovens que correm e jovens que param, jovens que rir e jovens que choram; jovens moços e moços velhos. Jovens que já viveram muito, que já sentiram de tudo. Jovens livres e jovens escravos. Jovens com lindas histórias prá contar, mas outros que são simplesmente um livro aberto, mas sem histórias. Jovens que amam e jovens que já perderam a crença no amor. Muitos com pensamentos ordinários. Outros com sonhos de um dia conseguir encontrar um momento de paz. A maior parte deles sem saber que a escolha que fazemos em nossa vida, vai determinar nossa vitória.
Nesse instante, posso ser o que eu quero ser e fazer o que eu quero fazer ou, me conformar em ser o que eu não quero ser e fazer o que não quero. Meus impulsos irão despertar os meus desejos, os meus desejos me farão ter sentimentos que me motivarão a agir, tomar uma decisão. Estando essas decisões certas ou erradas, o que acontecerá é que começaremos a buscar justificativas em nossa mente para aquilo que estava antes em nosso coração. E por isso muitas vezes vemos nossos sonhos se desmoronar. Por que enganoso é o coração.
Pessoas que possuem facilidade de falar sobre o que realmente estão sentindo, apresentam alto grau de transparência. E pessoas transparentes trans-parecem seu verdadeiro estado interior, mantém coerência, falam e demonstram com o corpo o que está dentro delas.
Foi o que fez a mulher. Não pensou na má fama que lhe era imposta. Não se preocupou com o conceito que fariam de sua atitude. Simplesmente se posicionou acima de todas essas questões, se envolveu com seus anseios e sem se esconder, partiu para a ação, e foi fortalecida.
Naquele instante ela aprendeu que Deus podia se relacionar com ela, que poderia através dela se relacionar com outras pessoas e trazer para Deus aqueles que estão distantes d’Ele.
“Eu afirmo a você, então, que o grande amor que ela mostrou prova que os seus muitos pecados já foram perdoados. Mas onde é pouco perdoado, pouco amor é mostrado” (Lucas 7. 47 – BLH). 

Baseado em: Lucas 7. 44.



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