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A Ansiedade de "Não Orar o Suficiente" e a Cultura da Comparação Dentro da Própria Fé

  Você já se sentiu culpado por acordar e perceber que passaram três dias desde sua última oração "de verdade"? Vivemos numa cultura cristã cada vez mais influenciada pela lógica das redes sociais — mesmo dentro dos muros da igreja. Comparamos nosso tempo devocional com o de outros irmãos, medimos nossa espiritualidade pela quantidade de versículos memorizados, pela duração do nosso silêncio diante de Deus, pela "consistência" da nossa disciplina espiritual exibida — às vezes, até publicamente. Primeiramente, precisamos reconhecer algo desconfortável: transformamos a graça em performance. E, quando isso acontece, a oração — que deveria ser respiro — se torna mais uma métrica de autoavaliação ansiosa. O Fenômeno: Espiritualidade Como Vitrine de Desempenho Nas comunidades cristãs digitais, é comum encontrarmos publicações de diários de oração, capturas de tela de aplicativos bíblicos com "sequências" de dias consecutivos de leitura, testemunhos de vi...

O Temor Secreto De Não Ser Digno De Ser Amado


 
“O centurião, porém, replicou-lhe: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado; mas somente dize uma palavra, e o meu criado há de sarar.” 
(Mateus 8. 8) 

Quantas pessoas existem com um complexo dentro de si, seja pelas coisas que fazem, ou por que alguém lhe diz que elas de nada valem; que carregam dentro de si um sentimento de que seu modo de proceder não inspira respeito. Que não possuem uma autoridade moral para falar de determinadas coisas, para aconselhar, para amar ou para serem amadas. Se sentem indignas. Existe dentro delas uma dualidade de sentimentos, que as motivam a um agir honesto, decente. Mas, esse outro sentimento de não está sendo merecedor, algumas vezes as impedem de fazer a coisa apropriada.
Muitas caminham sem segurança, em suas vidas sem entender que isso pode mudar. Que há chegado à hora, o seu tempo de mudar.
Deus mostrou um propósito eterno para nós. Isso inclui a mim e você. A paz agora chegou. Jesus quando foi à cruz levou sobre si aquilo que sobre nós pesaria enormemente.
Nessa longa viajem que é o tempo que você tem vivido até agora, talvez você não tenha imaginado que dentro desse amor. O amor que Deus mostrou ao mundo, quando enviou Seu filho Jesus, você poderia está incluído. Muitas vezes pela timidez de se sentir indigno, você não acreditou que ele ama você. Pode ser que não tenha entendido que esse amor transcende qualquer sentimento humano e nossa limitada capacidade de compreender que mesmo fazendo as coisas que fazemos, diante de Deus somos merecedores desse amor.
O que importa é que devemos seguir adiante sabendo que “agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos 8.1). Assim podemos enfrentar a vida, sem sentir o coração em pedaços, curando as feridas que marcam a alma com esse sentimento de indignidade. Por que Aquele que nos ama, nos amou primeiro antes mesmo que tivéssemos conhecimento de sua existência. Esse temor secreto dentro de nós de não ser amado, de não ser aceito, acaba quando encontramos alguém que nos ama como somos, sem impor condições para se amar.
Precisamos ter força em nosso coração e coragem para recomeçar, e aproveitar cada momento de nossa vida agora que conhecemos esse amor.
Rogério de Faria.
 


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