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A Ansiedade de "Não Orar o Suficiente" e a Cultura da Comparação Dentro da Própria Fé

  Você já se sentiu culpado por acordar e perceber que passaram três dias desde sua última oração "de verdade"? Vivemos numa cultura cristã cada vez mais influenciada pela lógica das redes sociais — mesmo dentro dos muros da igreja. Comparamos nosso tempo devocional com o de outros irmãos, medimos nossa espiritualidade pela quantidade de versículos memorizados, pela duração do nosso silêncio diante de Deus, pela "consistência" da nossa disciplina espiritual exibida — às vezes, até publicamente. Primeiramente, precisamos reconhecer algo desconfortável: transformamos a graça em performance. E, quando isso acontece, a oração — que deveria ser respiro — se torna mais uma métrica de autoavaliação ansiosa. O Fenômeno: Espiritualidade Como Vitrine de Desempenho Nas comunidades cristãs digitais, é comum encontrarmos publicações de diários de oração, capturas de tela de aplicativos bíblicos com "sequências" de dias consecutivos de leitura, testemunhos de vi...

Desafios Para Transformar Conceitos Em Realidade


Até os irmãos de Jesus não criam nele.

É comum existir um grau de frustração quando se prega para alguém de sua família, um amigo ou um colega, e esse se recusa a aceitar o evangelho.
Isso pode acontecer porque depois que conhecemos algo novo, que nos faz bem, queremos compartilhar com outras pessoas essa descoberta e ajudá-las a ter e sentir o mesmo que nós.
Mas a maior parte das vezes nós não estamos preparados para uma resposta negativa. Isso nos constrange, nos frustra.
Saiba, porém que até mesmo os meio-irmãos de Jesus não creram que Ele é o Cristo. Mesmo tendo testemunhado Seus milagres e ouvido Seu ensino, eles se recusaram a crer, ter fé em Jesus como o Filho de Deus.
Isso serve para nos mostrar que a pessoa depois de ouvir o Evangelho tem a responsabilidade de crer ou não, mas aquele que o anuncia tem a responsabilidade de comunicá-lo com fidelidade. Jesus anunciava seu ensino de forma fiel e colocava em prática aquilo que pregava. Seus irmãos ouviam e viam essas coisas, mas não aceitavam.
Se você pensar que é responsabilidade sua a conversão de alguém, sua frustração será certa!
Existe um conceito de super-espiritualidade em nosso meio que algumas vezes, muitos líderes e pregadores se convencem de que a conversão de alguém depende de sua eloqüência, de seu carisma, do seu grau de conhecimento e aprofundamento em questões teológicas.
Essa idéia, essa opinião é uma noção errada de entendermos a aplicação da pregação do Evangelho com a conversão de uma pessoa. Isso não quer dizer que não devemos nos importar com dar o nosso testemunho ou com a nossa pregação. Os irmãos de Jesus o rejeitaram apesar de Suas obras e palavras. Mas, algumas vezes alguém deixa de se converter porque a vida daquele que prega não condiz com sua pregação.
Conceitos equivocados precisam ser quebrados, eliminados, para que essa frustração não venha ganhar força em sua vida é fazer você pensar que a sua unção, o seu ministério, a sua liderança não tem poder.
O fato de os irmãos de Jesus não crerem, nos mostra outra coisa, o parentesco terreno não garante a vida eterna. Cada pessoa individualmente precisa tomar essa decisão de crer ou não. É preciso que cada boca individualmente confesse ser Jesus o Senhor.
O convencer depende do Espírito Santo atuando na mente das pessoas que ouvem o Evangelho. Sua parte é pregar essa Palavra, de forma fiel, que condiga com seu modo de viver.
No final das contas, alguns dos irmãos de Jesus acabaram crendo nele. Tiago, provavelmente o mais velho, tornou-se um líder na Igreja primitiva (Atos 15. 13-21) e escreveu a carta que leva o seu nome. E estudiosos acreditam que o autor da Carta de Judas também tenha sido outro meio-irmão de Jesus.
O pregar é com você, o convencer é com o Espírito Santo.

Baseado em: João 7.5
 

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