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A Ansiedade de "Não Orar o Suficiente" e a Cultura da Comparação Dentro da Própria Fé

  Você já se sentiu culpado por acordar e perceber que passaram três dias desde sua última oração "de verdade"? Vivemos numa cultura cristã cada vez mais influenciada pela lógica das redes sociais — mesmo dentro dos muros da igreja. Comparamos nosso tempo devocional com o de outros irmãos, medimos nossa espiritualidade pela quantidade de versículos memorizados, pela duração do nosso silêncio diante de Deus, pela "consistência" da nossa disciplina espiritual exibida — às vezes, até publicamente. Primeiramente, precisamos reconhecer algo desconfortável: transformamos a graça em performance. E, quando isso acontece, a oração — que deveria ser respiro — se torna mais uma métrica de autoavaliação ansiosa. O Fenômeno: Espiritualidade Como Vitrine de Desempenho Nas comunidades cristãs digitais, é comum encontrarmos publicações de diários de oração, capturas de tela de aplicativos bíblicos com "sequências" de dias consecutivos de leitura, testemunhos de vi...

Às Vezes É Preciso Não Esperar Demais

 
“Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa; porque importa que eu fique hoje em tua casa.”

Existem resultados que só são positivos quando a tomada de decisão foi tomada rapidamente. Quando não se tem muito tempo para pensar; para refletir se é ou não conveniente. Se será ou não, lucrativo. Se está ou não errado.
Quando temos que tomar uma decisão que terá uma conseqüência duradoura, que durará por um longo tempo, muitas vezes temos medo de agir rapidamente e está fazendo a coisa errada.
Uma decisão que temos que tomar enquanto há tempo, é onde eu penso em viver no futuro. Não o futuro que cabe dentro do tempo limitado de nossa existência, mas o tempo que durará toda uma eternidade para além do tempo que tenho para viver aqui neste mundo.
Olhe para Zaqueu, que num momento de curiosidade, para ver quem era aquele homem tão conhecido naquelas regiões em que ele vivia, sobe em uma árvore para olhar. Pode ser que ele não esperasse o convite para receber em sua casa aquele homem tão famoso. Mas o convite veio. Uma decisão precisava ser tomada.
Em nossa vida, quando pensamos sobre esse futuro eterno, precisamos tomar uma decisão rápida. Pois o convite está sendo feito hoje: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.” (Apocalipse 3. 20)
Zaqueu ouviu a voz de Jesus, desceu da árvore, o levou para sua casa e fez um grande banquete. Sentiu honrado com a presença do Mestre em sua casa. Cheio de alegria sentiu-se arrependido pelos atos errados que cometera no passado e resolveu que iria concertar as coisas. A salvação tinha chegado para aquele homem chamado Zaqueu. Que ao tomar uma decisão rápida viu todo seu futuro ser transformado.
Às vezes é preciso não esperar demais. Não sabemos quanto de saldo existe no crédito de nossa vida. O amanhã pode simplesmente não existir.
Ouça essa voz que lhe convida para abrir a porta de seu coração. Que muitas vezes empedernido, lhe faz duvidar, lhe faz descrer, lhe faz viver uma vida desalmada, pobre de afeto, mas que ao mesmo tempo é tão carente desse afeto. Que faz com que o seu modo de ser e viver afaste para longe, pessoas que lhe são importantes. Pessoas que podem lhe julgar o caráter pelo fato de não conseguirem compreender que seu modo de ser é apenas um meio encontrado para a convivência entre eles.
A solução para o alívio da alma está muitas vezes associado a não esperar demais. Em baixar a guarda, em dar ouvidos, em aceitar o convite.

Rogério de Faria.

Baseado em Lucas 19.5.

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