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A Ansiedade de "Não Orar o Suficiente" e a Cultura da Comparação Dentro da Própria Fé

  Você já se sentiu culpado por acordar e perceber que passaram três dias desde sua última oração "de verdade"? Vivemos numa cultura cristã cada vez mais influenciada pela lógica das redes sociais — mesmo dentro dos muros da igreja. Comparamos nosso tempo devocional com o de outros irmãos, medimos nossa espiritualidade pela quantidade de versículos memorizados, pela duração do nosso silêncio diante de Deus, pela "consistência" da nossa disciplina espiritual exibida — às vezes, até publicamente. Primeiramente, precisamos reconhecer algo desconfortável: transformamos a graça em performance. E, quando isso acontece, a oração — que deveria ser respiro — se torna mais uma métrica de autoavaliação ansiosa. O Fenômeno: Espiritualidade Como Vitrine de Desempenho Nas comunidades cristãs digitais, é comum encontrarmos publicações de diários de oração, capturas de tela de aplicativos bíblicos com "sequências" de dias consecutivos de leitura, testemunhos de vi...

Qualquer Coisa É Melhor Que Nada

“Elizeu perguntou: ‘O que posso fazer por você? Diga! O que é que você tem em casa? ’ – Não tenho nada, a não ser um jarro de azeite! ’ – respondeu a mulher.”

Se você buscar o termo fé no velho testamento não o encontrará. O que encontrará é o seu correlato, fidelidade. Fidelidade é a capacidade de cumprir com uma promessa feita. No Novo testamento, a fé é uma certeza, confiança em Deus.
Quando não temos mais força para enfrentar uma situação difícil, a melhor coisa a fazer é continuar a ser fiel a Deus. Pois assim Ele mostrará Sua fidelidade para conosco. Sua misericórdia que se renova a cada manhã, nos garante que Sua promessa de estar conosco todos os dias, seja uma realidade a ser vivenciada. Quando recorremos ao lugar certo para buscar ajuda, certamente encontraremos ali alguém pronto para nos ajudar.
Aquela mulher foi buscar ajuda ao profeta Elizeu, possivelmente tinha uma lágrima banhando o seu rosto, sentia a sensação de solidão, pois seu marido havia morrido. Pode ser que ela achasse que tudo estava no fim. Alguém a estava cobrando uma dívida e queria levar seus filhos para servirem de escravos. Suas forças já estavam se esgotando, só lhe restava o poder da fé. Foi quando ela ouviu a pergunta: “O que posso fazer por você? Diga! O que é que você tem em casa”?
Para aqueles que gostam de espiritualizar tudo, ou aqueles que querem ter um pensamento positivo para tudo, possivelmente as respostas seriam: “eu não tenho nada, mas está tudo bem, Deus sabe todas as coisas”, “tudo irá se resolver... se Deus quiser” e coisas desse tipo. Respostas que mostram uma fuga da realidade.
Aquela mulher embora confiasse em Deus, também era realista com sua própria realidade: “Não tenho nada, a não ser um jarro de azeite!”
Qualquer coisa é melhor que nada. O que se tem é a oportunidade de ver um milagre acontecer. Pois quando pensamos que aquilo que temos é insignificante para recomeçar, Deus mostra que é esse pouco o que necessitamos para voltar à normalidade da vida.
O que você tem que pode ser usado para o milagre acontecer em sua vida? Apesar das circunstâncias difíceis e muitas vezes inaceitáveis, pode existir lá no fundo de seu ser, alguma coisa que pode ser usado. Feche os olhos para aquilo que lhe fere, busque se concentrar em lembranças, em palavras, em atos de carinho, coisas que podem ajudar a fazer o seu ser se encher como aqueles vasos se encheram de azeite.
Quando somos realistas com as nossas fraquezas, nossas dificuldades, nossas angústias, Deus se alegra conosco. Quando buscamos Sua ajuda para enfrentarmos nossos problemas, Ele tem prazer em nos ajudar.
Ele olha para nós é pensa: “Ele confia em mim, ela confia em mim”.
A mulher ouviu o profeta, fez o que ele falou. Ela vendeu o azeite e ainda sobrou dinheiro para ela e os filhos viverem.
Aquilo que você tem pode ser o que você precisa para o milagre acontecer, compartilhar seu aprendizado com outros e ainda ir vivendo com muita alegria a sua vida. 

Baseado em: 2 Reis 4.2.

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