Páginas

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Dízimos e Ofertas – Parte 2

Na postagem anterior terminei fazendo a seguinte pergunta: Então porque devo dar o dízimo?

Primeiro vamos entender algumas coisas. As igrejas, infelizmente, tem se tornado cada vez mais medieval. Elas têm procurado manter seus membros por meio de temores. São tantas tiranias, ignorâncias e barganhas diabólicas, como aquelas da chamada idade das trevas, que tem causado muitas fobias em seus membros.

Mas ao contrário disso o dízimo deve ser uma expressão de alegria e gratidão; e não para garantir as bênçãos de Deus.

Se o dízimo tivesse alguma coisa a ver com salvação ou qualquer outro merecimento da parte de Deus, a salvação seria comprada, assim como era no tempo das indulgências. Nesse tempo o perdão de pecados era vendido pela igreja Católica nos dias de Lutero, no século 16. Nessa época aconteceu a Reforma Protestante.

Ninguém vai para o inferno se não der o dízimo. Mas você já está no inferno se viver crendo nessa maluquice, e são coisas como essas que tem feito muita gente entrar em diagnósticos psiquiátricos, pois não há mente humana que suporte crer num Deus agiota e perverso como esse que é ensinados em muitas igrejas. Com líderes psicopatas colocando fardos pesados em seus membros.

Porque eu disse psicopata? Por que são líderes perversos, inflexíveis nos seus objetivos, totalmente egoístas e desprovidos de qualquer tipo de sentimento, incapazes também de sentir qualquer remorso, mas penalmente imputável, pois tem discernimento para distinguir o certo do errado.

Dizer que quem não dá o dízimo está amaldiçoado, é invenção de quem não tem o Evangelho no coração. Pois no Novo Testamento ninguém é obrigado a dar o dízimo.


O apóstolo Paulo escreve aos corintos: “Não lhes estou dando uma ordem, mas quero verificar a sinceridade do amor de vocês” (2 Coríntios 8.8). E ainda: “Este é meu conselho: convém que vocês contribuam, já que desde o ano passado vocês foram os primeiros, não somente a contribuir, mas também a propor esse plano.” (2 Coríntios 8.10). E em seguida mostra qual o sentido e o propósito de ofertar: “Nosso desejo não é que outros sejam aliviados enquanto vocês são sobrecarregados, mas que haja igualdade. No presente momento, a fartura de vocês suprirá a necessidade deles, para que, por sua vez, a fartura deles supra a necessidade de vocês.” (2 Coríntios 8.13,14)

No Novo Testamento o princípio é esse: “Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.” (2 Coríntios 9.7).

Mas vamos ser sinceros. Se o líder não for tirano com você, você daria o dízimo, que não é dízimo coisa nenhuma, ou daria uma oferta generosa?

Posso até arriscar uma resposta depois de mais de 30 anos como cristão. A resposta é não.

Se for preciso fazer cantina, ou um carnê mensal, para adquirir fundo para algum projeto ou compra de algum aparelho para a igreja é porque falta amor nos membros. Falta generosidade. Isso é só um exemplo.

Se os pastores falarem a verdade sobre o dízimo as igrejas terão de fechar, pois não haverá generosidade, não haverá amor, não haverá gratidão no coração, para mantê-la de pé.

Então o contexto de Malaquias 3, passará a ser uma realidade também em nossos dias. Não por que não se deu o dízimo, mas porque faltou amor. Faltou aquilo que é o mais importante no cristianismo.

O pastor pode ser tirano, mas você será infiel e ingrato se não ajudar o próximo. É isso o que consiste o Evangelho. Obedecer a Deus.

Portanto vamos deixar de ser hipócritas e usar de sinceridade, tanto pastores como membros, vamos aprender a viver o verdadeiro Evangelho, aquele que Jesus ensinou, e não o evangelho da prosperidade. 

Vamos adorar a Deus por quem Ele é, e não pelo que desejamos obter Dele.


Leia também: