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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Qual a Diferença Entre Emoção e Sentimento?

No geral as pessoas confundem emoção com sentimento, ou acham que é a mesma coisa com nomes diferentes. Mas a diferença é grande, pois um consiste no ato de sentir, são os sentimentos, e a outra é a reação instintiva, que são as emoções.

Muitas coisas mudaram dos tempos primitivos para os nossos dias, não moramos mais em cavernas e sim em casas e apartamentos, a ciência avançou, a tecnologia tem criado coisas incríveis... Somente o homem não mudou!

E porque isso? Por que as emoções continuam as mesmas dos nossos antepassados. O que mudou foi somente a forma de agir. Por exemplo, hoje não se mata mais a pedradas, e sim com armas e bombas, trocamos as cavernas por apartamentos bem decorados, mas ainda existe no homem o desejo de roubar a mulher do outro, a ter necessidades instintivas de sexo, a ter ódio pelo semelhante, a sentir raiva, inveja, ciúmes. Continuamos a sentir mágoas, orgulho, ambição, a ter preguiça, a desejar o poder, a ter vontade de destruir, o desejo de matar e... A vontade de comer carne crua.

Das emoções pertencem os instintos e a irracionalidade, e dos sentimentos a espiritualidade e o entendimento. A emoção é identificada em fração de segundos pelo nosso cérebro, desencadeando reações orgânicas e impulsos. Pois tem relação com os instintos. A característica e a intensidade da emoção vão depender do objeto ou da situação que a desencadeia.


Como a emoção é uma ação instintiva, que em frações de segundos passa pela percepção mental, desencadeando reações orgânicas, que irão culminar em sensações físicas, é natural que logo venha a sensação de raiva que o levará ao soco na mesa, o impulso de agredir, que resulta em um soco ou pontapé. Ou por outro lado, pode levar a um medo excessivo de alguma coisa, que poderá levar a uma dor de barriga, ou a vontade de gritar, seja com o intuito de ofender alguém ou simplesmente para jogar para fora a carga que está dentro dela.

Vejamos alguns exemplos: Em uma colisão entre dois carros, aquele que é emocional, se for a vítima, ficará com raiva, vai ofende e agredir o motorista. Não irá aceitar as desculpas e nem as justificativas do outro. Mas, se for uma pessoa sentimental, não ficará com raiva e nem vai agredir o motorista. Vai analisar a situação com racionalidade, verificar o que é possível fazer, conversar e buscar resolver tudo de forma adequada para que ambos fiquem numa boa.Ele entende que acidentes acontecem e que ele não vai mudar a realidade dos fatos.

Deu para entender a diferença? Os sentimentos são muito importantes porque são eles que acionam nossas ações rumo a sua materialização. Não é por acaso que Salomão escreveu: “Tenha cuidado com o que você pensa, pois a sua vida é dirigida pelos seus pensamentos” (Provérbios 4. 23).

Sentimento não tem carga. É uma energia sutil.

 Quem age pelo sentimento, tem tempo para pensar; fala sem ansiedade, não se importa de ser ofendido, age com respeito, mesmo que a situação não seja favorável, como o exemplo do incidente citado acima.


Entenda uma coisa muito importante, e que está relacionada ao Fruto do Espírito, a pessoa que consegue chegar a esse nível está criando linearidade em sua vida, ela consegue viver livre dos altos e baixos da emoção. Está desenvolvendo o seu domínio próprio.

Por isso o apostolo Paulo insiste com Tito: “É preciso, porém, que ele seja hospitaleiro, amigo do bem, sensato, justo, consagrado, tenha domínio próprio” (Tito 1. 8).

Para terminar mais alguns exemplos para melhor entendimento:

Amor é sentimental. Paixão é emocional. O amor é libertador e nos anima. A Paixão pode trazer ciúme, dor, insegurança. Alegria é sentimental. Euforia é emocional. A alegria acontece e não depende de situações, sendo calma e contagiante. A euforia é inadequada e, muitas vezes, é seguida por frustração, depressão e apatia. Medo é sentimental. Pânico é emocional. O medo nos protege, nos alertam. O pânico paralisa. Ter coragem é fazer, mesmo que com medo. Raiva é sentimental. Ódio é emocional. 

Sentir raiva é humano, mas, não deve permanecer, ela deve ser passageira. Devemos aprender a transformá-la em atitudes realizadoras, em tolerância e compreensão, evoluindo para paciência. Esse é o sentido de: ”Irai-vos, e não pequeis” (Efésios 4. 26). Não podemos permitir que a raiva se transforme em mágoa, rancor ou ódio. Este é o caminho da autodestruição.