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terça-feira, 25 de agosto de 2015

O Cristianismo e o Ciúme – Parte 2

Na postagem anterior mencionei que existe um tipo de ciúme que podemos considerar como doentio, é aquele que nos deixa “Cegos de ciúmes”. É aquele em que a relação é formalmente afetada por dor, desconfiança mórbida, violência e sofrimento entre os envolvidos na relação.

William Shakespeare, há mais de 400 anos, tratou da “doença da suspeita” em uma de suas obras mais populares: Otelo. Onde o personagem principal tinha desconfiança de que sua mulher mantinha relacionamento com um rapaz mais jovem. Essa desconfiança foi despertada e alimentada por insinuações de um subordinado, o que levou Otelo a acreditar ter encontrado provas da traição em fatos triviais.


O ciúme é assim, deixa a pessoa cega. Além de induzir os sentimentos que faz acreditar como provável ou certo o que apenas é possível de acontecer.

Nós vimos anteriormente que existem dois tipos de ciúme. Aquele que podemos considerar como normal e aquele que nos deixa “cegos de ciúme”, esse é aquele que podemos considerar como doentio e patológico. Pois extrapola as fronteiras do saudável quando se torna uma preocupação constante e geralmente infundada.

Este tipo de ciúme está associado a comportamentos inaceitáveis ou extravagantes, motivados pela ansiedade de tirar a limpo a infidelidade do parceiro.

Quando se tem esse ciúme excessivo, a pessoa tem medo de perder a pessoa amada e suas emoções ficam fora do equilíbrio, tendo quase sempre emoções específicas como a raiva, o medo, a tristeza e a ansiedade. Existem também os pensamentos irracionais e um pensamento frequente: “Será que ela, ou ele, está me traindo?”. E quando isso acontece, quase sempre há prejuízos para quem sente, para quem é alvo e para o relacionamento.


Paulo escrevendo a carta aos Coríntios, no capitulo 13, escreve: “Quem ama é paciente e bondoso. Quem ama não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso.” (1 Coríntios 13.4).

Porque ele diz que: “Quem ama não é ciumento”? Por que não raro os pensamentos irracionais se traduzem em comportamentos compulsivos, sustentados pela ilusão de que é possível controlar o que o parceiro faz ou sente.

O ciumento tenta controlar o parceiro verificando agendas, registro de ligações no celular, seguindo o parceiro, conseguindo a senha de acesso ao e-mail, checando faturas de cartão de crédito e fazendo visitas-surpresa para confirmar suspeitas. Muitas vezes há um sequestro emocional por parte do ciumento. E isso acaba por irritar o outro.

Em muitos casos pode acontecer do ciúme causar preocupações que podem vir acompanhado de sintomas físicos como sudorese, taquicardia, alterações no apetite e insônia. E uma das características mais comuns da pessoa excessivamente ciumenta é a baixa autoestima.

No próximo mês falaremos mais um pouco sobre isso. Até lá. 

Que Deus lhe abençoe.


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