Páginas

quarta-feira, 22 de julho de 2015

O Cristianismo e o Ciúme – Parte 1

Nas relações humanas o ciúme é um dos fenômenos mais comum que ocorre em diferentes etapas da vida. Pode ser considerado como uma experiência normal, e porque não dizer... Universal.

Em diferentes formas de relacionamentos ele está presente. É um sentimento desconfortável que surge quando se tem que repartir com alguém o amor da pessoa amada.

O ciúme é caracterizado por pensamentos, emoções e sentimentos de ameaça e perca de algo ou alguém muito querido e desejado.

Em um relacionamento conjugal, noivado ou mesmo namoro, o tema do ciúme é a suspeita da infidelidade do parceiro. Isso pode ocasionar muito sofrimento para os membros da relação.


Independente do tipo de relacionamento, como por exemplo, se é pai, mãe, irmão, irmã, marido, esposa, filhos ou amigos, o impulso imediato é o de eliminar o rival, isso não significa necessariamente elimina-lo com a morte. Em muitos casos o mais comum é a pessoa reprimir o ciúme, o que o faz tornar-se inconsciente. Fazendo com que seus efeitos sejam mais descontrolados e desajustados à situação. Quanto a isso a Bíblia diz: “pois o ciúme desperta a fúria do marido, que não terá misericórdia quando se vingar” (Provérbios 6:34).

Quando isso acontece a pessoa ciumenta não reconhece que seus atos estão sendo hostis e que seu sentimento de amor e ódio estão distanciados. Ela começa a adotar comportamentos compulsivos, como verificar registro de ligações no celular; e estas atitudes são sustentadas pela ilusão de que é possível controlar o que o parceiro faz ou sente.

É natural, dentro de um relacionamento amoroso, sentir ansiedade ao perceber que existe algo ou alguém que pode reduzir o espaço afetivo que ocupamos na vida de quem amamos.


Existe o tipo de ciúme que podemos considerar como normal, que é aquele transitório, que se baseia em ameaças e fatos reais. É o tipo de ciúme que não limita as atividades de quem sente o ciúme e nem interfere nelas. Esse tipo de ciúme tende a desaparecer quando as evidências são apresentadas.

Todavia, há outro tipo de ciúme, aquele que podemos considerar como doentio e patológico. É quando a fronteira do normal é ultrapassada e a relação é formalmente afetada por dor, desconfiança mórbida, violência e sofrimento entre os envolvidos na relação.

É o tipo de ciúme que pode se constituir como sintoma de doenças como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), o Transtorno Delirante, o Transtorno de Personalidade, o Transtorno Graves de Humor, a Esquizofrenia e o Alcoolismo. Pois ele se expressa através de ideias obsessivas, ideias prevalentes e até mesmo por atividades delirantes. 

No próximo mês voltaremos a falar um pouco mais sobre o ciúme. Até lá.


Leia também: