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sexta-feira, 26 de junho de 2015

O Cristianismo e As Fobias – Parte 3

Voltamos mais uma vez a falar sobre a fobia. Esse é o nosso último post sobre esse tema, o sentido aqui é de informação, por isso não se prenda somente ao que estou escrevendo aqui. Continue a pesquisar e procure um especialista para poder lhe ajudar melhor.

Bem, ao passar por uma situação traumática ou por uma série de eventos traumáticos ao longo da vida, podemos desenvolver fobias.

E como podemos descobrir isso? Quais são os sintomas?


Os sinais e sintomas irão depender muito do tipo de fobia que você tem. Mas algumas características são notadas em todas as pessoas que apresentam fobias, isso independente do tipo.

Como por exemplo: um sentimento de pânico incontrolável, a pessoa sente um terror ou temor em relação a uma situação que na verdade apresenta pouco ou nenhum perigo real. Apresenta ainda uma sensação de que deve fazer todo possível para evitar uma situação, algo ou alguém que a pessoa teme. A pessoa tem uma incapacidade de levar sua vida normalmente, isso devido ao seu medo ilógico.

Outros sinais e sintomas são a presença e aparecimento de algumas reações físicas e psicológicas, a pessoa tem sudorese, taquicardia, dificuldades para respirar, sensação de pânico e ansiedade intensos.

A pessoa sabe que o medo que sente é irracional e exagerado, mas mesmo assim ela não tem a capacidade para se controlar.


Em casos assim é bom buscar ajuda. Principalmente se o medo sentido estiver comprometendo gravemente a qualidade de vida e estiver prejudicando o desempenho no trabalho, nos estudos e nos relacionamentos. Procure uma ajuda psiquiátrica para tratar desse medo.

Qualquer médico pode diagnosticar uma fobia, os que estão mais familiarizados com o problema são: o psiquiatra infantil, o neurologista, o clínico geral e o pediatra. Psicólogos e psicanalistas também podem ajudar, mas o psiquiatra tem formação específica para o problema.

Não existem exames laboratoriais capazes de diagnosticar uma fobia. O diagnóstico é baseado em uma entrevista clínica minuciosa.

Para ser diagnosticada com uma fobia, uma pessoa deve se enquadrar em determinados critérios presentes no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, publicado pela Associação Americana de Psiquiatria. Este manual é usado por diversos especialistas de saúde mental para diagnosticar condições psiquiátricas e psicológicas. Os critérios de diagnóstico variam muito de acordo com o tipo de fobia.


Porque procurar ajuda para a fobia? Ela pode ser tratada?

O tratamento para a fobia tem como objetivo reduzir a ansiedade e o medo provocados por motivo ilógico, irracional e exagerado, ajudando no gerenciamento das reações físicas e psicológicas decorrentes deste medo.

Existem três diferentes tipos de abordagem que podem ser seguidos pelos especialistas e pacientes: a psicoterapia, o uso de medicamentos específicos ou, ainda, a união de ambos. Betabloqueadores, antidepressivos e sedativos costumam ser as medicações mais recomendadas pelos médicos e, quando unidas a terapias comportamentais, o resultado costuma ser bastante eficiente.


E porque tratar?

Para evitar complicações possíveis. Se não forem devidamente tratadas, as fobias podem comprometer gravemente a vida das pessoas e levá-las a situações extremas.

Existem muitos casos de pessoas com isolamento social, elas tentam evitar lugares, coisas e pessoas que elas temem, e isso pode causar problemas profissionais, familiares e de relacionamento. Outras entram em depressão, pois pessoas com fobias estão mais sujeitas a desenvolver depressão e outros transtornos de ansiedade. Algumas se apropriam do abuso de substâncias, pois o estresse de viver e conviver com uma fobia pode levar ao abuso de substâncias e à dependência química e psíquica, como o tabagismo, o alcoolismo e o vício em determinados tipos de drogas. Outras ainda partem para o suicídio, alguns indivíduos com fobias específicas são mais propensos a cometer suicídio.

Infelizmente as causas de fobias são desconhecidas pelos médicos e especialistas, não há formas conhecidas de prevenção. Buscar ajuda médica é sempre o melhor caminho para pessoas que já apresentem os sintomas.

E nunca se esqueça que a confiança no amor divino lança fora o medo. Sem medo, somos aperfeiçoados no amor, é o que nos ensina 1 João 4.18: “No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor”.


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