Páginas

segunda-feira, 25 de maio de 2015

O Cristianismo e As Fobias – Parte 2

Pra sermos curados de medos e fobias precisamos aceitar tais realidades. No entanto, há muita resistência em aceitar doenças de nervos e ansiedades neuróticas. É mais fácil lançar isso sobre o diabo do que aceitar nossa fragilidade emocional. Na verdade ao agir assim, já mostramos nossa fragilidade, pois uma pessoa madura, que quer ajuda, irá expor com realidade e verdade o seu drama.

A mente possui leis próprias de desenvolvimento e funcionamento. Do mesmo modo que o pulmão ou o osso precisam ter seus cuidados, a mente também precisa.

Como eu disse no mês anterior, a confiança no amor divino lança fora o medo. Sem medo, somos aperfeiçoados no amor, é o que nos ensina 1 João 4.18: “No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor”.

Sendo a fobia esse medo que persiste de forma irracional, ela causa uma ansiedade extrema.


São diversos os tipos de fobias, eles vão desde o medo intenso de situações sociais, que é a Fobia Social, caracterizada por medo de lugares cheios de pessoas, chamado de Agorafobia, até o medo de animais, objetos e de situações específicas, que é chamado de Fobia Simples.

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais, divide a fobia simples em pelo menos cinco categorias. Sendo elas a Fobia de Animais: aranhas, cobras, sapos e etc.; A Fobia de Aspectos do Ambiente Natural: trovoadas, terremotos, etc.; A Fobia de Sangue, injeções ou feridas; A Fobia de Situações: alturas, andar de avião, elevador ou metrô, etc.; e a Fobia de Outros Tipos: medo de vomitar, de contrair uma doença, etc.

Há fortes indícios de que a fobia de muitas pessoas possa estar relacionada ao histórico familiar. Muitos estudiosos acreditam que fatores genéticos podem representar um papel importante na origem do medo persistente e irracional. Mas a causa de muitas fobias ainda é desconhecida pelos médicos.

Apesar disso, se sabe hoje que as fobias algumas vezes tem uma ligação bastante direta com traumas e situações passadas. Pois a maioria dos problemas emocionais e comportamentais é desencadeada por dificuldades que a pessoa enfrentou ao longo de sua vida.

Todas as pessoas passam por momentos difíceis. Umas conseguem lidar com esses momentos, outras, no entanto, podem desenvolver com o tempo, sentimentos de angústia que podem evoluir para um quadro de fobia.


Alguns fatores são levados em conta para se avaliar as causas da fobia, apesar delas não estarem totalmente esclarecidas, são eles: a idade, algumas fobias se desenvolvem cedo, geralmente na infância. Outras podem ocorrer durante a adolescência e há outras que podem surgir no início da vida adulta, até por volta dos 35 anos.

Outro fator é o histórico familiar, se houver alguém com algum tipo de fobia na família, há grande chance de outro membro da família o desenvolver também. Muitos poderiam considerar essa uma tendência hereditária, como eu disse antes, muitos estudiosos pensam assim. Em muitos meios religiosos isso seria considerado uma maldição hereditária. Mas especialistas suspeitam que crianças sejam capazes de aprender as reações de uma pessoa próxima, da mesma família.

Um fator interessante é o temperamento, um temperamento difícil, sensível e de um comportamento inibido e retraído mais do que o normal, corre o risco de desenvolver uma fobia específica.

Por último, um fator importante é o evento traumático. Passar por uma situação traumática ou mesmo por uma série delas ao longo da vida podem levar ao desenvolvimento de uma fobia.

A fobia costuma ser de longa duração, provoca intensas reações físicas e psicológicas e pode comprometer seriamente a qualidade de vida de quem a tem.

No próximo mês veremos um pouco mais sobre esse assunto. Quais são os sintomas, como buscar ajuda e como tratar. 

Até lá.

Leia também: